Esdrúxula e uma completa negação da lei da oferta e da procura, a situação vivida no país em que, pela 2ª semana consecutiva, em plena safra e com maior oferta do produto, o álcool continua com seus preços em alta nos postos de combustíveis, segundo novo levantamento da Agência Nacional de Petróleo (ANP).
Na semana passada, nas bombas, o litro era vendido por R$ 1,975, na média, em todo o Brasil, um aumento de 1,28% em relação ao preço da semana anterior. Registra-se, assim, uma 2ª alta consecutiva do preço do álcool, já que de acordo com o levantamento da ANP o combustível já subia de preço 15 dias atrás. Pior, repito, ocorre em plena safra, quando a produção aumenta e há mais oferta no mercado.
Registro, aqui, por dever de ofício, mas que não convence, a justificativa da União da Indústria de Cana de Açúcar (UNICA), de que este ano a produtividade deste início da safra está menor. De acordo com a entidade, a moagem nas unidades produtoras do Centro-Sul caiu 13,01% na 1ª quinzena de junho, na comparação com igual período em 2010. As chuvas que atingiram as regiões produtoras no período prejudicaram o ritmo inicial da safra justifica, ainda, a UNICA.
Dentre os vários efeitos nocivos dessa alta do álcool combustível está o fato de que ela começa a afetar o da gasolina, cujo preço vinha em queda, ainda que tenha ficado quase estável na semana passada. O preço médio do litro da gasolina foi de R$ 2,762, pouco acima dos R$ 2,760 observados nos sete dias anteriores no país.
É hora, portanto, da ANP entrar em ação, enquadrar os produtores e fornecedores e estabelecer um marco regulatório também para o etanol enquadrando-o na área de combustíveis.
Não há justificativa para aumento do preço do álcool
Quarta, 06 de Julho de 2011 às 08:56, por: CdB