Depois que representantes da administração Buhs e muitos legisladores americanos previram que ataques terroristas seriam quase invitáveis devido à guerra no Iraque, houve poucas evidências de que a Al-Qaeda e outras redes estejam preparando-se para atacar os Estados Unidos, afirmaram oficiais do governo. Como resultado, analistas da inteligência estão voltando suas atenções para uma nova ameaça potencial, a probabilidade de uma presença prolongada no Iraque depois da guerra desencadear violência tanto no Iraque e no resto do Oriente Médio quanto nos Estados Unidos, e contra os interesses americanos no mundo. "Não acredito que eles não farão nada depois da guerra", disse um oficial anti-terrorismo. "Fiquei francamente surpreso com o quão quietos eles ficaram. Sou levado a acreditar que, de alguma forma, eles tentarão nos atingir. É apenas uma questão de tempo". Com os líderes do Oriente Médio, como o presidente do Egito Hosni Mubarak, prevendo que a guerra no Iraque criará "cem novos Osama bin Ladens", analistas de inteligência disseram que as forças de segurança americanas podem enfrentar tanto homens-bomba suicidas agindo sozinhos como a ameaça dos ataques em larga-escala. Uma longa e impopular ocupação no Iraque poderia, no futuro, inflamar os já fortes sentimentos anti-americanos no mundo árabe, fazendo com que os grupos extremistas se engajem em atos terroristas, disseram os representantes. Além disso, organizações terroristas como a Al-Qaeda parecem estar sendo amplamente impassíveis às denuncias de Saddam Hussein aos Estados Unidos e seus repetidos apelos por uma revolta no mundo árabe contra a guerra liderada pelos americanos no Iraque. Oficiais americanos disseram que há poucas evidências de potenciais ataques terroristas contra os interesses dos Estados Unidos, ou mesmo no país, desde que a guerra no Iraque começou. Na verdade, o tipo de conversa que levou o Departamento de Segurança Interna a aumentar os níveis de alerta de ameaça diminuiu desde o início da guerra. Apesar disso, a administração manteve o alerta anti-terrorismo na cor laranja, que representa a mais alta ameaça de atividades terroristas, por medo de que a guerra, em algum momento, provoque ataques deste tipo. Saddam pediu que quatro mil árabes lutassem pelo Iraque, e em uma declaração lida por um de seus auxiliares, na quinta-feira, ele disse. "Meus queridos irmãos e filhos, estou chamando vocês combatentes daqui, homens e mulheres, amidos de todos os lugares". Mas oficiais da inteligência disseram que há poucas indicações de que pessoas estejam tentando entrar no Iraque pelos países vizinhos para defender o regime de Saddam. "Estivemos observando, mas não vimos nada", afirmou um dos oficiais da inteligência militar.
Não há evidências de novos sinais de terrorismo
Domingo, 06 de Abril de 2003 às 14:36, por: CdB