Rio de Janeiro, 20 de Maio de 2026

Não há evidências de novos sinais de terrorismo

Domingo, 06 de Abril de 2003 às 14:36, por: CdB

Depois que representantes da administração Buhs e muitos legisladores americanos previram que ataques terroristas seriam quase invitáveis devido à guerra no Iraque, houve poucas evidências de que a Al-Qaeda e outras redes estejam preparando-se para atacar os Estados Unidos, afirmaram oficiais do governo. Como resultado, analistas da inteligência estão voltando suas atenções para uma nova ameaça potencial, a probabilidade de uma presença prolongada no Iraque depois da guerra desencadear violência tanto no Iraque e no resto do Oriente Médio quanto nos Estados Unidos, e contra os interesses americanos no mundo. "Não acredito que eles não farão nada depois da guerra", disse um oficial anti-terrorismo. "Fiquei francamente surpreso com o quão quietos eles ficaram. Sou levado a acreditar que, de alguma forma, eles tentarão nos atingir. É apenas uma questão de tempo". Com os líderes do Oriente Médio, como o presidente do Egito Hosni Mubarak, prevendo que a guerra no Iraque criará "cem novos Osama bin Ladens", analistas de inteligência disseram que as forças de segurança americanas podem enfrentar tanto homens-bomba suicidas agindo sozinhos como a ameaça dos ataques em larga-escala. Uma longa e impopular ocupação no Iraque poderia, no futuro, inflamar os já fortes sentimentos anti-americanos no mundo árabe, fazendo com que os grupos extremistas se engajem em atos terroristas, disseram os representantes. Além disso, organizações terroristas como a Al-Qaeda parecem estar sendo amplamente impassíveis às denuncias de Saddam Hussein aos Estados Unidos e seus repetidos apelos por uma revolta no mundo árabe contra a guerra liderada pelos americanos no Iraque. Oficiais americanos disseram que há poucas evidências de potenciais ataques terroristas contra os interesses dos Estados Unidos, ou mesmo no país, desde que a guerra no Iraque começou. Na verdade, o tipo de conversa que levou o Departamento de Segurança Interna a aumentar os níveis de alerta de ameaça diminuiu desde o início da guerra. Apesar disso, a administração manteve o alerta anti-terrorismo na cor laranja, que representa a mais alta ameaça de atividades terroristas, por medo de que a guerra, em algum momento, provoque ataques deste tipo. Saddam pediu que quatro mil árabes lutassem pelo Iraque, e em uma declaração lida por um de seus auxiliares, na quinta-feira, ele disse. "Meus queridos irmãos e filhos, estou chamando vocês combatentes daqui, homens e mulheres, amidos de todos os lugares". Mas oficiais da inteligência disseram que há poucas indicações de que pessoas estejam tentando entrar no Iraque pelos países vizinhos para defender o regime de Saddam. "Estivemos observando, mas não vimos nada", afirmou um dos oficiais da inteligência militar.

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