06.07.2011
Os boatos dizem que OTAN ofereceu um negócio debaixo da mesa para o coronel Gaddafy, para que ele se demita ao receber uma declaração de imunidade em troca. Isto levanta duas questões: primeiro, a palavra da OTAN tem a credibilidade de um viciado em heroína a precisar da próxima dose e em segundo lugar, será que aqueles por trás dessa cruzada mal concebida, finalmente, viram a loucura das suas ações?
Quando você receber uma oferta da OTAN, há duas coisas que você deve fazer: lembre-se do cara vestindo um gabardine sujo que sai por trás de algumas pilhas de sacos na estação ferroviária e diz entre dentes aos transeuntes: "Ei cara, você quer comprar um relógio de pulso romeno de segunda mão, bem barato, n'é?" e em segundo lugar, você diz Não!
Por quê? Porque a OTAN tem mentido repetidamente. A OTAN mentiu para a Rússia, afirmando que não iria avançar para o leste, instalando-se nos países do antigo Pacto de Varsóvia. Olhem só onde a OTAN está agora - a cercar a Rússia no norte nos Estados Bálticos, passando da Polónia para a Bulgária a oeste, ao sul na Turquia e, como se isso não bastasse, está fazendo propostas para a Geórgia, um espinho no lado da Rússia, como foi tão admiravelmente demonstrado pelo acto assassino de Tblissi no verão de 2008.
O destino da Geórgia, é verdade, seria o destino da OTAN se tentasse alguma coisa contra a Rússia, ou seja, uma chuva de mísseis tão