Rio de Janeiro, 16 de Agosto de 2026

Não à alta dos juros e a corte em investimento

Quinta, 03 de Fevereiro de 2011 às 10:40, por: CdB

Vamos nos mobilizar todos, governo, Congresso Nacional, ministérios da Fazenda, Planejamento e o Banco Central (BC) para fazer um contingenciamento racional do orçamento de 2011, em cima de gastos de custeio - nunca de investimentos - e, principalmente, evitar novos aumentos na taxa de juros Selic.

Ela já está em 11,25%, o mercado pressiona para que chegue, no mínimo, a 12,25% até o final do ano e aí, se atendido, as consequências todos nós já conhecemos: mais gastos com juros da divida interna e mais valorização do câmbio.

Se ocorrer se estará inviabilizando os dois objetivos centrais do ministro da Fazenda, Guido Mantega, e do governo, de contornar os dois principais problemas econômicos do país hoje, conseguir menos gastos (sempre em custeio) e menos déficit externo ((leiam nota abaixo).

Indústria: mais produtividade e agregar mais valor


Como reconhece o ministro e os dados do IBGE confirmam, nossa indústria pode e deve crescer mais e melhor, agregando valor, inovação e tecnologia. Mas, para tanto, precisa ganhar e ampliar sua competitividade via aumento da produtividade e diminuição de seus custos financeiros e tributários.

Nada disso, no entanto, trará resultados, sequer a médio prazo, se não enfrentarmos a questão cambial. Precisa mudar nossa política de juros e controle de capitais, alem de uma atuação em nível internacional para superar o atual estágio anárquico de guerra cambial e comercial.

Vejam, no balanço geral nossa indústria já provou que tem capacidade para crescer com competitividade. Basta ver os números de crescimento em 2010 de setores como os de máquinas e equipamentos (24,3%); produtos de metais (23,4%); automotores (24,2); metalúrgico básico (17,3%); e produtos químicos (10,2%).

Citei números e percentuais de alguns setores, mas não podemos esquecer que durante o ano (2010) nossa indústria cresceu mais de 10%, o maior índice, aliás, desde 1986. Nada menos que 23 das 25 áreas de atividades industriais cresceram em números que revelam incontestavelmente nosso potencial de desenvolvimento.

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