Rio de Janeiro, 29 de Março de 2026

Namorada de Ubiratan depõe oficialmente em São Paulo

A advogada Carla Cepollina, 42 anos - namorada do coronel Ubiratan Guimarães, morto no domingo - prestou depoimento oficial, nesta terça-feira, na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) em São Paulo. Carla entrou por uma porta lateral do DHPP e não foi vista chegando para o depoimento. Carla afirmou, na segunda-feira, que vai colaborar com as investigações.(Leia Mais)

Terça, 12 de Setembro de 2006 às 09:01, por: CdB

A advogada Carla Cepollina, 42 anos -  namorada do coronel Ubiratan Guimarães, morto no domingo - prestou depoimento oficial, nesta terça-feira, na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) em São Paulo. Carla entrou por uma porta lateral do DHPP e não foi vista chegando para o depoimento.

Carla afirmou, na segunda-feira, que vai colaborar com as investigações e irá entregar à polícia uma lista com inimigos do oficial da PM. Ubiratan, comandante do massacre do Carandiru, em 1992, com o saldo de 111 detentos mortos, também era deputado estadual pelo PTB paulista e disputava a reeleição.

A polícia examinou as roupas da advogada, usadas no dia do crime, para verificar se há vestígios de pólvora. De acordo com a polícia, ela contou que discutiu Ubiratan pouco antes de deixar o apartamento, sábado à noite, enciumada com um telefonema de outra mulher para o coronel.

A mãe dela Liliana Prinzivalli, porém, disse que a discussão ocorreu com a mulher que teria ligado, supostamente uma ex-namorada.

- Ele tinha bebido um pouco mais e queria descansar, mas recebeu ligações que o deixaram irritado - contou.

Roupas

A Polícia Civil de São Paulo vai analisar as roupas usadas pela namorada do Coronel Ubiratan Guimarães no dia em que ele foi assassinado. Carla contou aos policiais que teve uma discussão com o coronel porque ele teria recebido um telefone de uma mulher no sábado à noite. Depois, disse que deixou o local.

Uma das armas pertencentes a Ubiratan, um revólver 38, desapareceu do apartamento. A perícia analisa qual o calibre do projétil que matou a vítima e não descarta nenhuma hipótese, mas acredita que vingança ou assalto seguido de morte sejam menos prováveis.

Tags:
Edições digital e impressa