Rio de Janeiro, 15 de Setembro de 2026

Nadezhada Tolokonnikova Integrante da Pussy Riot é solta sob anisita

A instrumentista Nadezhda Tolokonnikova falou à mídia russa após ter sido solta da prisão em Krasnoyarsk. Tolokonnikova, integrante da banda punk Pussy Riot, foi solta nesta segunda-feira sob uma anistia que permitiu sua libertação antes do final de uma condenação a dois anos de prisão por um protesto realizado dentro de uma igreja contra o presidente Vladimir Putin.

Segunda, 23 de Dezembro de 2013 às 11:32, por: CdB
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A instrumentista Nadezhda Tolokonnikova falou à mídia russa após ter sido solta da prisão
A instrumentista Nadezhda Tolokonnikova falou à mídia russa após ter sido solta da prisão em Krasnoyarsk. Tolokonnikova, integrante da banda punk Pussy Riot, foi solta nesta segunda-feira sob uma anistia que permitiu sua libertação antes do final de uma condenação a dois anos de prisão por um protesto realizado dentro de uma igreja contra o presidente Vladimir Putin. Nadezhda gritou "Rússia sem Putin" após ser solta do presídio na cidade siberiana de Krasnoyarsk. A colega de banda Maria Alyokhina também foi libertada de uma prisão diferente horas antes, e disse que considerava a anisita um "truque de relações públicas" de Putin, e não um ato de humanidade. Maria Alyokhina, presa há quase dois anos, também foi libertada nesta segunda-feira beneficiada pela anistia geral que entrou em vigor na Rússia na semana passada, informou seu advogado. "Maria Aliojina está em liberdade. Todos os documentos foram formalizados e assinados", disse Piotr Zaikin. – Masha (diminutivo de Maria) saiu do presídio pela manhã. Agora vai para a estação para viajar de trem para Moscou – disse à agência russa de notícias Interfax Piotr Verzilov, marido de Nadezhda Tolokonnikova, a única Pussy Riot que continua na prisão e cuja libertação é esperada a qualquer momento. Ela cumpria sua pena em um presídio da região de Nizhni Novgorod, a cerca de 400 km de Moscou. – Não acho que esse é um ato humanitário – disse ela ao canal de TV Dozhd e a sites russos. A anistia foi proposta pelo presidente Vladimir Putin e aprovada pelo Congresso. – É um truque de relações públicas – disse. Anistia dois anos depois Alyokhina, mãe de um menino, foi condenada a dois anos de prisão em 2012 por vandalismo e incitação ao ódio religioso, junto com Nadezhda Tolokonnikova e Yekaterina Samutsevich. As três Pussy Riot haviam cantado uma oração punk contra Putin na catedral de Cristo Salvador de Moscou em fevereiro de 2012. Alyokhina e Tolokonnikova, libertadas nesta manhã, foram anistiadas na semana passada por uma lei votada pela Duma, câmara baixa do Parlamento russo. Samutsevich havia sido libertada em 2012, poucos meses depois de ser condenada. A justiça considerou que Samutsevich havia sido interceptada pelos guardas da catedral e, por isso, não participou da ação.
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