Rio de Janeiro, 07 de Outubro de 2026

Nadal reclama de novas regras antidoping

Para o tenista número um do mundo, Rafael Nadal, o tênis está pagando o preço por ser um esporte olímpico e se submeter ao novo regime de testes antidoping que trata atletas como criminosos.(Leia Mais)

Quinta, 12 de Fevereiro de 2009 às 10:53, por: CdB

Para o tenista número um do mundo, Rafael Nadal, o tênis está pagando o preço por ser um esporte olímpico e se submeter ao novo regime de testes antidoping que trata atletas como criminosos.

O espanhol tem criticado o procedimento adotado pela Associação dos Tenistas Profissionais (ATP, na sigla em inglês), que assinou o protocolo da Agência Mundial Anti-Doping (WADA) no ano passado.

– Não é justo ter julgamentos assim – disse Nadal a repórteres no Torneio Indoor Mundial, em Roterdam.

A partir deste ano, os 50 melhores jogadores terão de separar uma hora por dia para serem testados, de acordo com o regulamento da WADA. No entanto, Nadal, Andy Murray e Gilles Simon dizem que isto é uma medida hostil aos tenistas.

– Eles te fazem sentir como um criminoso – disse Nadal.

– Nem mesmo minha mãe sabe onde eu estou todos os dias. É muito difícil saber onde você vai estar no dia seguinte, principalmente em um esporte como o tênis – completou.

Os testes mais severos são aplicados porque o tênis é um esporte olímpico, mas Nadal questiona se isso vale a pena.

– É claro que queremos ser um esporte olímpico, mas acho que não temos de pagar um preço como este para ser um esporte olímpico – disse.

– Eu sou o primeiro a querer uma competição justa e completamente limpa para todos, mas as maneiras (de testar os jogadores) podem ser totalmente diferentes – afirmou.

Em oitavo ligar no ranking, Simon quase perdeu um teste antidoping que o tiraria da competição, quando estava em sua casa, em Paris.

– Eu remarquei uma sessão de treinos em Roland Garros e fui ao zoológico com minha namorada, mas o controlador me telefonou e pude retornar a tempo – disse ele à Reuters.

Já Murray espera que os testes possam ser simplificados.

– Só espero que o teste que pode nos tirar da competição seja feito fora da temporada e, então, eles podem nos testar em cada um dos torneios – afirmou o atleta em coletiva.

– Até aí tudo bem, podíamos ser testados 30 vezes por ano. Acho que isso é suficiente para saber se alguém está tentando trapacear ou não – afirmou.

Caso o jogador perca três testes em 18 meses, ele pode ser suspenso por dois anos.
Para Murray e Simon, o tênis não pode ser comparado a outros esportes, já que envolve viagens constantes.

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