Rio de Janeiro, 06 de Outubro de 2026

Nada menos que 1/3 dos veículos vem com falhas

Sexta, 29 de Julho de 2011 às 05:47, por: CdB

Levantamento do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) - órgão do Ministério Público Federal (MPF) - feito há algum tempo a pedido do portal G1, é estarrecedor: até agosto do ano passado 1,052 milhão de carros, motocicletas, caminhões e veículos comerciais leves já haviam convocados para recalls no país (leiam o post acima Recall virou "festa" e escândalo no Brasil").

O número equivale a 1/3 das 3,18 milhões de unidades produzidas pela indústria automobilística no país em todo o ano de 2009. Além de um escândalo em si, este número é a mais incontestável prova da gravíssima leniência e incompetência das nossas montadoras e do quanto elas são negligentes com os seríssimos riscos a que expõem a segurança dos proprietários e passageiros destes carros.

Precisamos instituir, com a máxima urgência, legislação e normas firmes que permitam uma maior fiscalização e controle da qualidade e das exigências de segurança e ambientais no setor.

Precisa acabar essa "indústria" de recalls


Principal área industrial do país, o setor automobilístico requer uma avaliação séria e técnica - da qualidade do que oferece no mercado, ao custo de sua produção passando, também, pelo preço de venda cobrado do consumidor final. E também, óbvio, das medidas de segurança e defesa do meio ambiente e da economia de combustível.

É indiscutível que as montadoras instaladas no país precisam adotar estas medidas, inclusive, vindo a público e expondo de forma aberta à sociedade e aos consumidores o que está acontecendo com a segurança dos veículos. E, sobretudo, que resolvam efetivamente o problema, não apenas com medidas de efeito paliativo, como os recalls.

Essas empresas necessitam tomar medidas - precisam ser obrigadas a isto - no sentido de evitar a saída da linha de montagem ou de projeto, de carros com graves defeitos. Muitos destes são fatais e colocam diretamente em risco a vida do motorista, dos passageiros e dos transeuntes. Ou seja, de todos nós.


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