O jornalista foi transferido para a penitenciária II de Tremembé, cidade a 140 quilômetros de São Paulo, nesta quarta-feira. A advogada do jornalista, Maria da Costa Ferreira, disse que fez um pedido à Justiça de Ibiúna, onde a jornalista Sandra Gomide foi morta por ele, para que Pimenta fosse levado o mais rápido possível para lá.
O réu confesso pelo crime passou a noite na delegacia acordado, em pé e andando de um lado para o outro na cela de cinco metros quadrados. Ele só se sentou pela manhã.
A polícia aguarda a decisão da Justiça sobre em qual unidade prisional do sistema paulista Pimenta Neves vai cumprir a pena pelo crime de homicídio. Ele pode ser transferido a qualquer momento.
No momento da prisão, o jornalista estava calmo e esperava essa decisão da Justiça.
Na manhã desta quarta-feira, a advogada do jornalista, Maria José da Costa Ferreira, levou comida ao seu cliente. A advogada ainda reclamou das condições de higiene encontradas na cela de Pimenta Neves.
– Chega a ser trágico. Ele realmente está numa cela sozinho, mas nem um cachorro ficaria em um lugar sujo e sem higiene como o que ele está.
A advogada se disse supresa com a decisão do Supremo de negar recurso de liberdade para Pimenta Neves e demonstrou maior supresa ainda com o fato de a Polícia Civil já possuir no início da noite de terça-feira um madado de prisão expedido pela Justiça paulista.
Nesta terça-feira, os ministros da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) determinaram que o jornalista comece a cumprir a pena de 15 anos de reclusão em regime inicialmente fechado à qual foi condenado pelo assassinato de Sandra, em 2000.
Pimenta Neves confessou o assassinato da ex-namorada. Sandra foi morta em um haras, localizado na cidade de Ibiúna, em São Paulo, com um tiro pelas costas.
No julgamento desse último recurso, a 2ª Turma do STF seguiu a decisão do ministro Celso de Mello e considerou precluso o agravo, ou seja, entendeu que a defesa não apresentou novos argumentos em relação ao que já tinha sido julgado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).