Rio de Janeiro, 06 de Novembro de 2026

NA ONU, DILMA DIZ QUE PALESTINA LIVRE E SOBERANA TRARÁ PAZ AO ORIENTE MÉDIO

Quarta, 21 de Setembro de 2011 às 07:35, por: CdB

NOVA YORK, 21 SET (ANSA) - A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, abriu hoje, pouco antes das 10h45, o debate da 66ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) afirmando estar orgulhosa de pela primeira vez uma mulher inaugurar a sessão da ONU.
   
Dilma declarou que "o mundo vive um momento extremamente delicado e ao mesmo tempo uma grande oportunidade histórica", em referência à crise econômica mundial que, segundo ela, "pode provocar uma ruptura sem precedentes".
   
A presidente convocou uma luta conjunta para driblar os efeitos da crise. "Ou nos unimos todos e saímos juntos, vencedores, ou sairemos derrotados", afirmou, acrescentando que os países emergentes podem ajudar na solução da situação econômica e que "é preciso impor controle à guerra cambial".
   
"Não é por falta de recursos financeiros que os líderes mundiais não encontram solução para a crise, mas por falta de recursos políticos e clareza de ideias", completou sobre a crise.
   
Ela também discursou sobre a primavera Árabe e ressaltou que o Brasil é pátria de muitos refugiados e imigrantes da região. "Repudiamos com veemência as repressões brutais que vitimam populações civis", destacou, emendando que o uso da força "deve ser sempre a última alternativa".
   
Dilma criticou as intervenções militares estrangeiras e disse que o mundo sofre hoje dolorosas consequências dessas intervenções, que permitiram o avanço do terrorismo onde ele não existia antes.
   
A chefe de Estado ainda pediu a reforma do Conselho de Segurança da ONU, uma discussão que se prolonga por dezoito anos e que prejudica sua representatividade.
   
Ela também disse que tem "orgulho de dizer que o Brasil é sinônimo de paz e estabilidade na América Latina e fora dela" e aproveitou para reivindicar uma cadeira permanente para o Brasil no Conselho de Segurança. "O Brasil está em condições de assumir um lugar no Conselho Permanente", assinalou. Atualmente, o país é membro rotativo do órgão.
   
Dilma celebrou a participação do Sudão do Sul, o membro mais jovem das Nações Unidas, que estreia na Assembleia, e lamentou não poder saudar o ingresso pleno da Palestina.
   
"Chegou o momento de ter a Palestina aqui representada", defendeu a presidente, lembrando que o Brasil reconhece o Estado palestino nas fronteiras de 1967. Segundo ela, que foi aplaudida quando apoiou o reconhecimento, "apenas uma Palestina livre e soberana" poderá trazer paz duradoura ao Oriente Médio.
   
A mandatária ainda defendeu os direitos humanos, a igualdade de gêneros e a liberdade. (ANSA)

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