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Na Marcha das Margaridas, Dilma reforça disposição a diálogo com movimento social

Quarta, 17 de Agosto de 2011 às 14:34, por: CdB
Na Marcha das Margaridas, Dilma reforça disposição a diálogo com movimento social

Por: Luciana Lima e Carolina Pimentel

Publicado em 17/08/2011, 20:11

Última atualização às 20:11

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Brasília - O governo atendeu parte da lista de 158 reivindicações apresentadas pelas mulheres trabalhadoras do campo, durante a 4ª Marcha das Margaridas, em Brasília. Com um chapéu de palha enfeitado com um laço colorido, a presidenta Dilma Rousseff participou do encerramento da manifestação, na noite desta quarta-feira (17). O ato reuniu cerca de 45 mil pessoas, segundo a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (DF).

Em seu discurso, Dilma disse que o governo está disposto a manter o diálogo com os movimentos sociais rurais, embora não tenha conseguido atender a todas os pedidos. A presidenta anunciou recursos para as áreas de saúde e agricultura.

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“Quero intensificar o diálogo do governo com vocês. Tenho certeza que esse diálogo é fundamental. Saibam que as críticas e as sugestões são essenciais, bem-vindas e necessárias", discursou a presidenta no evento, organizado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura (Contag). "Estarei sempre aberta ao diálogo e podem ter certeza que vocês têm uma 'presidenta margarida.'”

A pauta de reivindicações do movimento já vinha sendo negociada com o governo. Dilma anunciou uma série de medidas que pretende lançar até o final de 2012. Entre elas, a implantação de 16 unidades fluviais de atendimento básico de saúde na Região Norte, que terão um custo estimado de
R$ 35 milhões. Além disso, o governo vai instalar dez centros de saúde do trabalhador, que custarão mais de R$ 4 milhões ao ano, e liberar recursos para criação de dez unidades móveis de atendimento para mulheres em situação de emergência em áreas rurais e em florestas.

A presidenta também reafirmou o compromisso do governo em oferecer condições para que a Lei Maria da Penha seja cumprida também na área rural. "Quero reiterar o compromisso do meu governo, e o meu em particular, com o enfrentamento da violência contra as mulheres.”

Dilma informou ainda que pediu ao ministro da Educação, Fernando Haddad, para elaborar um programa específico de educação para a área rural. Outra medida anunciada pela presidenta foi a de criação de um grupo de trabalho para definir critérios para a implantação de creches no campo.

Ainda de acordo com a presidenta, o governo vai ampliar o percentual de produtos da agricultura familiar na merenda escolar. Ela também anunciou que o crédito de apoio à mulher – linha de financiamento sob responsabilidade do Ministério do Desenvolvimento Agrário – passou de R$ 2,4 mil para R$ 3 mil.

Dilma chegou com atraso de uma hora ao evento, o que deixou parte do público irritado. Ao cumprimentar o governador do DF, Agnelo Queiroz, ela se atrapalhou e o chamou de “Agnelo Rossi”.

A ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Iriny Lopes, também participou do encerramento da manifestação. "Nem sempre a gente consegue chegar a todos os resultados como gostaríamos, mas a presença da presidenta Dilma aqui significa que essa pauta seguirá até que possamos vencê-la, ponto a ponto."

Fonte: Agência Brasil

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