Rio de Janeiro, 20 de Outubro de 2026

Na Líbia, médicos sem fronteira ampliam atividades nas áreas mais delicadas do país

Em meio ao acirramento do cerco contra o presidente da Líbia, Muammar Gaddafi, e ao agravamento da crise na região, a organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) decidiu ampliar suas atividades no Oeste do país.

Terça, 23 de Agosto de 2011 às 03:24, por: CdB

Em meio ao acirramento do cerco contra o presidente da Líbia, Muammar Gaddafi, e ao agravamento da crise na região, a organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) decidiu ampliar suas atividades no Oeste do país. Desde fevereiro, 44 médicos e profissionais de saúde de 30 entidades estrangeiras estão em território líbio. A organização humanitária vai enviar mais equipes e suprimentos médicos para as fronteiras da Líbia com a Tunísia e Malta, além de aumentar o suporte aos hospitais de Trípoli, assim que a situação de segurança permitir. Em Misrata, equipes de MSF dão prioridade aos cuidados de emergência, ginecologia e obstetrícia. Também há um programa de saúde mental e atendimentos nos presídios da cidade. Em Benghazi, os médicos darão apoio psicológico, assim como na cidade de Zlitan. A organização também apoia os hospitais em Yefren e Zintan, com foco em cirurgias e cuidados pós-cirúrgicos. A situação na Líbia se agravou desde o último fim de semana quando o complexo residencial onde mora Gaddafi foi cercado por integrantes da oposição. No entanto, não há informações sobre o paradeiro do líder. A comunidade internacional iniciou as discussões sobre as medidas que serão tomadas sob a perspectiva da saída de Gaddafi do poder, depois de 42 anos no governo.

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