Na contramão do samba, prefeitura do Rio quer reduzir o carnaval de rua
O grande volume de pessoas nos blocos do Rio de Janeiro em 2011 mostrou, inegavelmente, o sucesso do carnaval de rua da cidade, mas a Prefeitura pretende reduzir pela metade o número de foliões nas ruas, tanto que pretende vetar a criação de novos blocos.
O grande volume de pessoas nos blocos do Rio de Janeiro em 2011 mostrou, inegavelmente, o sucesso do carnaval de rua da cidade, mas a Prefeitura pretende reduzir pela metade o número de foliões nas ruas, tanto que pretende vetar a criação de novos blocos. A questão, no entanto, será motivo de avaliação na Câmara Municipal.
Segundo o secretário de Turismo do Rio, Antonio Pedro Figueira de Mello, quase 5 milhões de pessoas participaram da folia nos quatro dias do Carnaval. O estimado era que pouco mais de 2 milhões de pessoas participassem da festa.
– A expectativa dos organizadores dos blocos era que pouco mais de 2 milhões de pessoas curtissem o carnaval de rua, mas esse número foi superado e chegou a 4.877.900 milhões. Para 2012, vamos diminuir em 50% o numero de foliões da Zona Sul, lugar que está mais sobrecarregado. Isso não significa que vamos engessar o carnaval da cidade. O que será feito é a organização de acordo com a capacidade de público – admitiu o secretário de Turismo.
No sábado de Carnaval, só o Cordão do Bola Preta, o mais tradicional dos blocos, levou 2 milhões de pessoas às ruas do Centro do Rio. O Monobloco, neste domingo (13), levou mai 500 mil pessoas. Só estes dois, somados, superam a estimativa inicial da Prefeitura. Do total de 5 milhões de foliões que curtiram o Carnaval do Rio, 1 milhão era formado de turistas, o que representa 40% do total. Eles injetaram cerca de R$ 1,23 bilhão para a economia do Rio.
Apesar do sucesso de público, faltaram banheiros químicos e a saída encontrada pela prefeitura foi ampliar o número de prisões nos blocos. Mais de 500 foliões foram levados à delegacia por atentado violento ao pudor, por urinar em local público.
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