A presidente da Comissão de Legislação Geral da Câmara dos Deputados da Argentina, deputada Vilma Ibarra, ressaltou há pouco que, nos últimos 10 anos, o percentual de mulheres na Câmara do país variou de 34% a 38%. No Senado argentino, o índice variou, no mesmo período, entre 35% e 43%. “Essa média é superior à mundial”, ressaltou.
No Brasil, a participação feminina na Câmara é de 8% e no Senado, de 12%.
De acordo com Ibarra, essa alta participação feminina na política argentina deve-se à lei de cotas, aprovada no país em 1991. A Argentina foi o primeiro país do mundo a adotar uma cota mínima obrigatória de mulheres no Parlamento, acrescentou.
No entanto, a parlamentar argentina também ressaltou que seu país conta com uma longa história de atuação de mulheres na vida pública. Segundo afirmou, nas primeiras eleições com voto feminino, em 1957, as mulheres ocuparam 15% da Câmara e 20% do Senado. “Sem lei de cotas”, sublinhou.
De acordo com Ibarra, isso significa que, já naquela época, as mulheres se sentiam responsáveis pelos destinos do país.
O seminário ocorre no auditório Nereu Ramos.
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