O magnata da música e da moda Sean "P. Diddy" Combs fez fortuna vendendo discos e camisetas, mas agora encontrou um produto novo para promover: o comparecimento dos eleitores às urnas na eleição presidencial deste ano nos Estados Unidos.
O criador da Bad Boy Entertainment e da grife Sean John lançou na terça-feira a campanha Citizen Change (Mudança Cidadã), com a qual quer atrair um número recorde de eleitores jovens e membros de minorias às urnas em 2 de novembro.
"Em última análise, são os esquecidos que irão decidir quem será o próximo presidente", disse Combs. "As sondagens mais recentes indicam que Bush e Kerry estão emparelhados na disputa. Nós faremos a diferença. Nós seremos o fator decisivo."
Combs disse que seu público alvo, os 42 milhões de jovens de 18 a 30 anos e integrantes de minorias no país, tem o poder de decidir a corrida entre o presidente republicano George W. Bush e seu adversário democrata, o senador do Massachusetts John Kerry.
A campanha de P. Diddy vai incluir uma linha de camisetas com o slogan "Vote or Die" (Vote ou Morra), uma campanha pelo registro de eleitores em cidades e campus universitários de todo o país, e a veiculação de anúncios de televisão em emissoras como a MTV e a Black Entertainment Television.
Combs se negou a dizer quanto a campanha vai custar, mas revelou: "É bem mais do que eu havia imaginado."
Bush ganhou a eleição de 2000 depois de conseguir uma maioria estreita de votos do colégio eleitoral, apesar de o candidato democrata Al Gore ter ganho no voto popular.
Líderes dos direitos civis afirmaram que muitos negros em lugares como a Flórida, onde o resultado da votação foi contestado, foram impedidos de votar ou não votaram, coisa que, segundo eles, desequilibrou a eleição em favor de Bush.
Os eleitores negros normalmente votam em candidatos democratas, mas os grupos minoritários e, especialmente, os eleitores jovens tendem a votar em número menor do que os integrantes de outros setores.
Combs disse que sua campanha é apartidária, mas muitos dos assessores dela são democratas, entre eles o guru político James Carville, estrategista chave do ex-presidente Bill Clinton.