— Nossas sociedades enfrentam um grande perigo de uma pequena minoria que gera violência e atraso. Estas forças estão perturbando a paz e a harmonia, impedindo o nosso progresso e desenvolvimento — disse o líder paquistanês.
Segundo Musharraf, os dois países têm que "trabalhar juntos" para derrotarem "as forças do extremismo e do terrorismo".
Apoio tribal
O líder paquistanês admitiu que os militantes têm apoio nas áreas tribais do Paquistão, que ficam na fronteira com o Afeganistão.
Musharraf afirmou, contudo, que o seu governo está adotando medidas para garantir que este apoio não possa causar problemas.
O general não compareceu à abertura do conselho na quinta-feira por preocupação com segurança no Paquistão.
O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, também deve discursar perante o conselho de líderes tribais, parlamentares e funcionários do governo.
Uma declaração final do encontro deve incluir uma recomendação de que os dois países formem uma comissão conjunta.
Nem o Talebã e nem líderes-chaves da região do Waziristão, no Paquistão, compareceram ao evento, que reuniu cerca de 700 participantes.
Ambos os países são aliados dos Estados Unidos e dizem que desejam reprimir o extremismo, mas várias autoridades afegãs acusam o Paquistão de abrigar combatentes do Talebã e da rede al-Qaeda.
O governo paquistanês nega a alegação, dizendo que prendeu vários militantes.