Rio de Janeiro, 01 de Novembro de 2026

Museu de Niterói homenageia 100 anos de Oscar Niemeyer

Segunda, 10 de Dezembro de 2007 às 08:50, por: CdB

O Museu de Arte Contemporânea de Niterói está promovendo a exposição "Oscar Niemeyer Arquiteto Brasileiro Cidadão", com curadoria de Marcus Lontra e realização do IAB, Instrituto Tomie Ohtake e prefeitura da cidade.

O MAC, iniciado em 1991 e inaugurado em 1996, é um dos marcos da trajetória de Niemeyer, que completa o seu centenário no dia 15 de dezembro. Marcus Lontra Costa conta que "fotografias, obras de arte, instalações e textos compõem a mostra, representando as principais fases da arquitetura de Niemeyer, sua relação com as artes e os artistas plásticos brasileiros, assim como a luta sócio-política do cidadão Oscar, exposta na grande sala do MAC".

Uma das características da mostra é percorrer várias cidades e realizar a exposição sempre em uma de suas obras, homenageando, assim, o mestre e a cidade em questão.

O projeto já passou pelo Museu de Arte da Pampulha e Palácio das Artes, em Belo Horizonte; Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba; espaço sob a Marquise do Ibirapuera e Sala Especial da VII Bienal de Arquitetura, em São Paulo, e seguirá depois para Brasília, no Museu Nacional do Conjunto Cultural da República.

A exposição destaca os aspectos poéticos da obra de Oscar Niemeyer e os fragmentos mais representativos de sua produção arquitetônica. Em Niterói, a mostra tem o acréscimo de obras de nove artistas pertencentes à Coleção João Sattamini, em comodato com o MAC: Aluísio Carvão, Beatriz Milhazes, Franz Weissmann, Ione Saldanha, Ivan Serpa, Joaquim Tenreiro, Lygia Clark, Paulo Roberto Leal, e Sérgio Camargo.

Por meio de textos, fotografias, desenhos e ampliações fotográficas, estão reunidas as principais fases da arquitetura de Niemeyer. Na primeira, Pampulha: o Berço da Arquitetura Moderna Brasileira (1940 a 1943) está o início do trabalho de Oscar Niemeyer que sublinha também o início de uma identidade brasileira.

A segunda fase, Forma Livre e Organicidade (1943 – 1953), é marcada pela combinação da liberdade formal com técnicas de engenharia e cálculo de materiais, com destaque para o concreto armado (Ibirapuera, Casa das Canoas).

Em um terceiro espaço, Brasília Modernidade, Magia e Eternidade (1953 – 1965) busca-se evidenciar, conforme afirma Marcus Lontra Costa, "o desejo de Niemeyer em explorar uma realidade paralela, oculta, tal qual nosso subconsciente" (Eixo Monumental de Brasília).

Em Vivendo os Anos de Chumbo no Exterior e a Caminho de uma Arquitetura Social (1965-1989), o quarto módulo, está situado o período de exílio do arquiteto, logo após a construção de Brasília, quando se intensifica em sua obra a finalidade política, social e pública, além do apuro técnico pelo contato com a história e a arquitetura da antiguidade (sede do Partido Comunista em Paris, A Mesquita e a Universidade de Constantine em Argel).

Finalizando o módulo, O Museu Pessoal e o Museu do Homem (1989 até hoje) demonstra a fase do pleno domínio de seu próprio vocabulário nos diversos projetos desenvolvidos para espaços culturais e públicos, culminando com o recente projeto para o Centro Administrativo de Minas Gerais (Memorial da América Latina, em São Paulo, Mac-Niterói, Museu Oscar Niemeyer em Curitiba, Teatro do Ibirapuera em São Paulo, Museu Nacional do Conjunto Cultural da República em Brasília

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