A Fundação Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro (MIS), ligada à Secretaria de Estado de Cultura, completa, nesta segunda-feira, 42 anos e está de portas abertas para pesquisadores e público em geral. Em tempos de comemoração, a Fundação acaba de inaugurar uma nova sala de consulta, na sede da Lapa (Rua Visconde de Maranguape, nº 15, Centro do Rio).
O objetivo é atender melhor às demandas dos visitantes e pesquisadores. A sala conta com três terminais de computadores. Além dos registros já digitalizados, o espaço dispõe, ainda, de equipamentos que permitem a escuta dos documentos sonoros nas mais diferentes mídias (discos, LPs, Cds, fitas cassetes e fitas de rolo).
Também é possível consultar partituras e documentos textuais das muitas coleções que o MIS abriga, como a da Rádio Nacional, com mais de 30 mil discos e cerca de 1.800 gravações inéditas feitas na própria rádio. E ainda a das cantoras Elizeth Cardoso e Nara Leão, e outras como a de Jacob do Bandolim e a de Almirante, esta última composta por uma biblioteca de quatro mil volumes, 1.200 registros fotográficos, 40 mil recortes de jornais e revistas e instrumentos musicais de personalidades da música.
Fazem, ainda, parte do acervo: caricaturas, serigrafias, indumentárias, que através do som e da imagem, contam a história do Rio de Janeiro, cidade com vocação natural para a música e as artes. O bom humor e a alegria de viver de grandes artistas, não só cariocas, como adotados pela Cidade Maravilhosa, podem ser reconhecidos pelas peças musicais e pelos programas radiofônicos. Além das salas de consulta, o acervo também pode ser visto nas duas salas de projeção de vídeos, com 24 lugares cada, e no salão de exposições.
Este ano, o MIS também passou a contar com o acervo pessoal de um dos principais pesquisadores da música brasileira, o jornalista Sérgio Cabral.
Sobre o MIS
O Museu da Imagem e do Som (MIS) foi inaugurado em 3 de setembro de 1965 pelo então governador do Estado da Guanabara, Carlos Lacerda, como parte das comemorações do IV Centenário da cidade do Rio de Janeiro. Sua inauguração lançou um gênero pioneiro de museu audiovisual que seria seguido por outras capitais e cidades brasileiras, além de se consagrar como um centro cultural de vanguarda. Nas décadas de 60 e 70 do século XX, o prédio da Praça XV se transformou em um ponto de encontro e lançamento de idéias e de novos comportamentos.
Algumas coleções foram adquiridas para a sua inauguração, como as fotos de Augusto Malta sobre o Rio Antigo; o "Incrível, Fantástico e Extraordinário" acervo do radialista Henrique Foréis Domingues, o Almirante; e a coleção de discos raros do grande pesquisador de música popular brasileira Lúcio Rangel. Outras foram incorporadas ao longo do tempo, como a da Rádio Nacional, com a memória da Época de Ouro do rádio no Brasil, e a Coleção Jacob do Bandolim, acervo particular mais importante sobre a memória do choro.
Além de abrigar importantes arquivos que atendem aos interesses de um público pesquisador, o prédio da Fundação Museu da Imagem e do Som é também um raro patrimônio da história do Brasil. O edifício da Praça XV foi construído para abrigar a Exposição do Centenário da Independência do Brasil, realizada em 1922.
Mais tarde, em 1990, o MIS, além do prédio original na Praça XV, incorporou outro edifício localizado no bairro da Lapa, tradicional reduto da boêmia carioca, que abriga diversos bares, casas noturnas e entidades culturais responsáveis pela transformação desse espaço urbano em um dos locais de maior efervescência cultural da cidade. Essa sede é ocupada por setores administrativos da Fundação Museu da Imagem e do Som e mantém acervos disponíveis à pesquisa.
ROTEIRO
Fundação Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro (MIS)
Atendimento ao pesquisador: segunda a sexta, das 11h às 17h
Praça XV - Praça Rui Barbosa, 1 – Tel. (21)2262-030