Museu argentino celebra dez anos com mostra latino-americanaO Malba, de Buenos Aires, está comemorando seus dez anos com uma restrospectiva da arte latino-americana. Entre os destaques da mostra está "Retrato de Ramón Gómez de la Serna" (1915) - o quadro mais caro a ser comprado para a coleção do Malba, disse o fundador do museu, Eduardo Costantini. Ele pagou US$ 3,5 milhões pelo óleo do mexicano Diego Rivera. (Foto: Coleção Malba – Fundação Costantini)O "Autorretrato com Macaco e Papagaio", da artista mexicana Frida Khalo, é de 1942 e uma das primeiras obras a fazerem parte do acervo e das exposições do Malba. O quadro custou US$ 3,2 milhões em 1996. (Foto: Coleção Malba-Fundação Costantini)O quadro "Abaporu", de Tarsila do Amaral, data de 1928 e marca o movimento antropofágico, etapa do modernismo no Brasil. Costantini pagou US$ 1,5 milhão pela obra, em 1995. Hoje, diz que não a vende ?por preço nenhum?. (Foto: Coleção Malba – Fundação Costantini)O quadro "Festa de São João", de Candido Portinari, artista nascido no interior de São Paulo, foi pintado entre 1936 e 1939 e simboliza uma das mais tradicionais festas brasileiras. (Foto: Coleção Malba – Fundação Costantini)A obra "Exclusión" (1999), do artista plástico argentino Pablo Suárez, costuma estar exposta na parte externa do segundo andar do Malba. Foi composta com esmalte, acrílico, metal e madeira. (Foto: Coleção Malba – Fundação Costantini)A "Composición abstracta tubular" é obra do uruguaio Joaquín Torres-García, definido, entre outros traços, pelo estilo geométrico. A obra é de 1937 e está exposta no Malba por regime de comodato com o Museum of Fine Arts, de Houston. "The Disasters of Mysticism" (1942), do chileno Roberto Matta, define o estilo do artista que morou nos EUA e na Europa e tem etapas de trabalho ligadas ao surrealismo e à política. (Foto: Coleção Malba – Fundação Costantini)A obra ?Quiosco de Canaletas? (1918) é uma aquarela, guache e grafite sobre papel do artista uruguaio Rafael Baradas. Ele é apontado como artista influente de sua época tanto no Uruguai quanto na Espanha. (Foto: Coleção Malba – Fundação Costantini)O mural ?Manifestación?, do argentino Antonio Berni, data de 1934 e é uma das obras mais reconhecidas do artista que nasceu na cidade de Rosário, a mesma de Ernesto ‘Che’ Guevara. Berni é definido como um dos pintores ?mais destacados? da história argentina. (Foto: Coleção Malba – Fundação Costantini)
Para celebrar seus dez anos de existência, o Museu de Arte Latino-Americana (Malba) inaugura nesta quarta-feira uma grande retrospectiva do movimento artístico da região feita com obras de seu acervo.
Entre os destaques da mostra, que fica em cartaz até 6 de fevereiro de 2012, estão obras de Tarsila do Amaral, Diego Rivera, Frida Kahlo e Candido Portinari.
O acervo atual do museu reúne cerca de 500 obras e atrai mais de 3 milhões de visitas. Pelos planos de seu fundador, o empresário e colecionador argentino Eduardo Costantini, o Malba deverá ser ampliado para que todas as obras sejam expostas ao público.
"Hoje, não temos paredes suficientes para expor nosso acervo. Precisamos desta ampliação", disse Costantini à BBCBrasil.
O projeto envolve um espaço público ao lado do museu, que fica no bairro de Palermo Chico, em Buenos Aires, e por isso precisa de aprovação dos legisladores da cidade.
Abaporu
Entre as principais obras do museu está o quadro Abaporu, de Tarsila do Amaral, que simboliza o movimento antropofágico, do modernismo brasileiro.
Costantini pagou cerca de US$ 1,5 milhão pela obra, num leilão, em 1995, em Nova York.
Recentemente, ele contou que um grupo de empresários e banqueiros brasileiros quis comprá-la por US$ 30 milhões. "A resposta foi 'não'. Não vendo o Abaporu por preço nenhum."
A obra foi exposta, este ano, em Brasília e a previsão, contou Costantini, é que embarque pela primeira vez para os Estados Unidos, em março de 2012.
Malba no Brasil
Desde então, o empresário tem dito que quer abrir um Malba no Brasil. "Poderíamos fazer um corredor cultural Brasil e Argentina. E o Abaporu poderia ficar exposto no Malba Brasil", disse.
Para sair do papel, porém, ele reconheceu que precisaria contar com a parceria de investidores brasileiros. "Algo como a Fundação Iberê Camargo (de Porto Alegre), mas em São Paulo, por exemplo", afirmou.
O museu reúne ainda quadros de artistas como os mexicanos Frida Kahlo e Diego Rivera, os uruguaios Joaquín Torres-García e Rafael Barradas, os argentinos Antonio Berni e Guillermo Kuitca e o brasileiro Candido Portinari, entre outros.