A greve de ônibus do Rio de Janeiro entrou no segundo dia nesta quarta-feira. O número de transporte público circulando nas ruas aumentou um pouco, mas está longe de atingir a meta determinada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT-RJ) de garantir 70% dos trabalhadores em atividade. Nesta quarta-feira, a greve ganhou adesão de um grupo dissidente de motoristas e cobradores de cinco municípios da Baixada Fluminense.
A greve de ônibus do Rio de Janeiro entrou no segundo dia nesta quarta-feira
A greve de ônibus do Rio de Janeiro entrou no segundo dia nesta quarta-feira. O número de transporte público circulando nas ruas aumentou um pouco, mas está longe de atingir a meta determinada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT-RJ) de garantir 70% dos trabalhadores em atividade. Nesta quarta-feira, a greve ganhou adesão de um grupo dissidente de motoristas e cobradores de cinco municípios da Baixada Fluminense.
Segundo o secretário municipal de Transportes, Alexandre Sansão, o panorama nesta quarta é muito melhor com vários ônibus voltando às ruas, com motoristas voltando a trabalhar. Ele disse que o plano de contingência continua em prática com trens, metrô e barcas em esquema especial para dar suporte à população.
- Nós estamos priorizando as linhas de integração com outros tipos de modais e o corredor expresso BRT [corredor exclusivo para ônibus articulado] que está com 50% da frota operando entre o Terminal Alvorada, na Barra da Tijuca, e Campo Grande. O trecho até Santa Cruz ainda não está operando. Estamos esperando um número maior de ônibus para colocar esse trecho em operação - disse Sansão.
De acordo com balanço do Sindicato das Empresas de Ônibus (Rio Ônibus), nesta terça-feira foram depredados 158 ônibus. As principais avarias são quebra de para-brisas, janelas, retrovisores e furto de chaves.
Na Baixada Fluminense, o sindicato que representa 37 empresas de ônibus de Nova Iguaçu, São João de Meriti, Nilópolis, Belford Roxo e Mesquita - Transônibus, divulgou nota na qual afirma que "está tomando as providências para garantir o transporte da população, já tendo solicitado apoio à Polícia Militar para evitar piquetes e ações de vandalismo. O Transônibus e o Sindicato dos Rodoviários de Nova Iguaçu não reconhecem a legitimidade do grupo para tomar decisões em nome da categoria e lamentam que a decisão unilateral esteja sendo tomada sem qualquer aviso prévio".
O secretário municipal de Transportes de Nova Iguaçu, Rubens Borborema, disse que a adesão à greve é baixa, com 85% da frota do município operando. "A probabilidade é que nas próximas horas tenhamos 100% da frota operando. Estamos em contato também com a Polícia Militar para que não haja baderna, não haja tumulto, e a situação aparentemente é bem tranquila". O superintendente da Transônibus, Jorge Murilo, disse que 75% da frota dos rodoviários estão nas ruas, "podendo chegar à normalidade no transporte público até as 10h, porque muitos rodoviários não chegaram a tempo às empresas", disse.
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