Rio de Janeiro, 30 de Abril de 2026

Municípios decidem como serão os aterros sanitários

Sexta, 25 de Novembro de 2005 às 10:53, por: CdB

Os quatro municípios cujos projetos de aterro sanitário estão em processo de licenciamento ambiental - Resende, Barra Mansa, Valença e Paracambi, reúnem-se na segunda-feira, às 16h30, com a Comissão Estadual do Protocolo de Kyoto, para decidir como serão construídos os depósitos de lixo.

O Consórcio Intermunicipal Vale do Paraíba, que abrange 17 municípios da região, além de Paracambi, pretende apressar o edital, a fim de eliminar os lixões da região.

Para o presidente da Comissão Estadual do Protocolo de Kyoto e secretário-chefe de gabinete da governadora, Fernando Peregrino, este é um momento histórico para o Estado do Rio de Janeiro.

- É o momento de dar fim a uma situação de degradação ambiental que deixava uma mancha na imagem das prefeituras, contribuindo de forma efetiva para o aumento de doenças na região - explicou.

Os novos aterros, que terão como base o projeto de Nova Iguaçu, o primeiro do mundo a ser certificado pelo Protocolo de Kyoto, mudarão, definitivamente, a imagem da região.

- Estamos discutindo há algum tempo o fim da degradação ambiental no estado. Já avançamos muito, alguns municípios estão adiantando o licenciamento ambiental de determinadas áreas, mas agora é hora de agir. Temos de sair dos projetos e partir para a ação. O governo do estado está dando o suporte necessário para que essa transformação aconteça no menor tempo possível - frisou Peregrino.

O presidente do Consórcio Intermunicipal Vale do Paraíba e prefeito de Barra Mansa, Roosevelt Fonseca, afirmou que a grande vitória, incontestavelmente, será da população, que não conviverá mais com os lixões.

- Além dos novos projetos, os municípios que têm passivos ambientais começam a buscar projetos de recuperação da área degradada. Esse é um passo importante - afirmou Roosevelt.

Participarão da reunião de segunda-feira, além dos prefeitos e dos técnicos da Fundação Cide, da Feema (Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente), das secretarias de Agricultura, Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico e Energia, Indústria Naval e Petróleo, representantes da Federação de Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e do Banco Mundial, que têm interesse em financiar os projetos de aterros sanitários.

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