Por Celso Martins- Com cerca de 25 mil habitantes, o pequeno município de Cunha, em São Paulo, é considerado a estância climática que mais preserva a reserva de Mata Atlântica no país. Rodeado de montanhas, a área tem clima ameno no verão e baixas temperaturas no inverno.
A história de Cunha começa no ano de 1597, onde uma expedição vinda do Rio de Janeiro fez desembarcar pela primeira vez na região cerca de setecentos portugueses e dois mil índios, que chegaram nessas terras com o objetivo de combater os índios Tamoios, esses quais recebiam apoio dos franceses na briga contra os portugueses.
Depois disso, o local só foi frequentado novamente no período de 1695. Com as notícias de que havia pedras preciosas e muito ouro na região, alguns se aventuravam em escalar as montanhas, enfrentando perigosas trilhas em busca das tais riquezas. Com isso, a região se tornou mais conhecida e alguns viajantes começaram a estabelecer moradia no local, fazendo com que o povoado crescesse ainda mais e gerando um intenso desenvolvimento local. O comércio ilegal do ouro, fez com que fosse necessário criar uma base para vigiar a região. Mais um fator que auxiliou o crescimento de Cunha.
Muitos anos depois, mais precisamente no ano de 1945, a prefeitura entrou com um pedido de transformação de município para Estância Climática. E então, a partir do ano de 1948, a cidade de Cunha teve seu pedido atendido e tornou-se Estância Climática.
Hoje, Cunha é conhecida por suas belezas naturais e diversas opções de lazer para seus turistas. Suas belíssimas cachoeiras, picos, montanhas, restaurantes e pousadas em Cunha fazem da cidade um local cada vez mais visitado não só por brasileiros, mas também por estrangeiros que se encantam com essa cidade histórica, que ao mesmo tempo preserva o clima de pequeno município interiorano.
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