A população mundial é de mais de 6,2 bilhões de pessoas desde 2002, segundo relatório do Escritório do Censo dos Estados Unidos publicado nesta segunda-feira. O número total de pessoas no planeta subiu 74 milhões em 2002, frente ao crescimento de 87 milhões registrado em 1989-90. O aumento em 2002 foi de 1,2%, 1% a menos que seu ponto mais alto, em 1963-64.
"A expectativa é de que este esfriamento no crescimento da população continue num futuro imediato", afirma o relatório, intitulado "Perfil Populacional Mundial: 2002". Este fenômeno deve-se principalmente à redução da fertilidade, que caiu para 2,6 crianças por mulher.
Conforme a pesquisa, esta cifra é o resultado de uma queda espetacular da fertilidade nas últimas décadas nos países em desenvolvimento, fruto do uso de anticoncepcionais. Em 1990, por exemplo, a média mundial de filhos por mulher era de 3,3 filhos.
Ao mesmo tempo, a população mundial está envelhecendo. Em 2050, o número de pessoas acima de 65 anos será o triplo do atual, enquanto a quantidade de crianças se manterá relativamente estável.
Os dados mais graves correspondem à África. O relatório assinala que acredita-se que Botsuana, África do Sul e Zimbábue têm um crescimento negativo da população devido à mortalidade causada pela aids. Ainda de acordo com a pesquisa, a doença fará com que, em 2010, em muitos países do Sul da África a expectativa de vida seja de apenas 30 anos, níveis não vistos desde o princípio do século XX.
Dos mais de 6,228 bilhões de habitantes do planeta em meados de 2002, 5,029 bilhões viviam em países em desenvolvimento e 1,198 bilhão em nações desenvolvidas. A Ásia tinha 3,517 bilhões de pessoas -incluindo 1,309 bilhão da China; a África, 838 milhões; a Europa e a Comunidade de Estados Independentes, 803 milhões; a América Latina, 538 milhões; o Oriente Médio, 178 milhões, a América do Norte, 319 milhões -sem contar o México-; e a Oceania, 31 milhões.