Rio de Janeiro, 26 de Março de 2026

Mundo precisa de 18 milhões de novos professores

Quinta, 05 de Outubro de 2006 às 13:00, por: CdB

Dezoito milhões. Este é o número de novos professores que o mundo irá precisar nos próximos nove anos para garantir o acesso universal ao ensino básico, destaca mensagem divulgada nesta quinta-feira, em conjunto, por quatro agências das Nações Unidas.

De hoje até 2015, será preciso contratar 18 milhões de novos professores para atingir o objetivo de dar um ensino primário de qualidade a todas as crianças do mundo, segundo a mensagem por ocasião do dia mundial do professor.

A Unesco calcula que existam no mundo quase cem milhões de crianças fora da escola. A maioria delas estaria atualmente submetida ao trabalho infantil. Quase um quinto dos adultos do mundo, ou seja, quase 800 milhões de pessoas ainda não sabem ler nem escrever. Deste total, dois terços são mulheres.

Uma limitação fundamental que em muitos países impede a ampliação do acesso à educação é a persistente escassez de professores qualificados, indica a mensagem. Os signatários instam as autoridades a fazer esforços para superar essa carência, pois os professores são cruciais para o sistema educacional.

- É essencial apoiar os professores e reforçar sua determinação e sua motivação tentando fazer com que eles tenham condições de trabalho decentes e uma remuneração adequada - , diz o texto.

Os países da África subsaariana são os que têm o maior desafio diante de si, pois terão que aumentar em 68% o número de professores nos próximos dez anos para cumprir o objetivo de escolarizar todas as crianças, segundo a Unesco.

Embora em nível muito menor, a falta de professores também afetará o países da América do Norte e da Europa Ocidental, onde deverá ser contratado um total de 1,2 milhão de professores, segundo comunicado divulgado pela Unesco.

Assinam a declaração os diretores-gerais da Organização da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Koichiro Matsuura; e da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Juan Somavía; assim como a diretora-executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Ann Veneman; e o administrador do Programa da ONU para o Desenvolvimento (Pnud), Kemal Dervis.

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