Rio de Janeiro, 16 de Fevereiro de 2026

Mundial de Judô no Rio vai ter número recorde de atletas

O Campeonato Mundial de Judô, que começa nesta quinta-feira, vai ter a participação de 788 judocas de 134 países que vão competir na Arena Olímpica da Cidade dos Esportes,na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O Brasil espera a conquista de medalhas com vários de seus judocas e vai lutar também para garantir a passagem para Pequim 2008.

Quarta, 12 de Setembro de 2007 às 15:14, por: CdB

Provavelmente, o maior campeonato mundial da história do judô. Mas, com certeza um Mundial que vai entrar para história pelo número recorde de atletas e países participantes.
 
O Campeonato Mundial de Judô que começa amanhã, quinta-feira 13/09, vai ter a participação de 788 judocas de 134 países que vão competir até o domingo, 16/09, na Arena Olímpica Multiesportiva, da Cidade dos Esportes, que fica ao lado do Autódromo de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
 
A competição começa já com a disputa das categorias de mais de 78 Kg e até 78 Kg, no judô feminino; e nas categorias de até 100 kg e mais de 100 kg, no masculino. Assim, os judocas brasileiros que estréiam no Mundial são Priscila Marques (+78kg), e Edinanci Silva (-78kg), nas duas categorias femininas em disputa no dia da abertura e João Gabriel Schilltler (+100kg) e Luciano Correa  (-100kg), no judô masculino.
 
A expectativa de medalhas é grande para vários dos atletas da equipe brasileira que possuem mais experiência internacional como é o caso de João Derly — o único brasileiro com medalha de ouro em um Mundial de Judô, Luciano Correa (bronze no Cairo em 2005) e Edinanci Silva, que já ganhou duas medalhas de bronze em mundiais do esporte.
                                       
- Foi sem dúvida o melhor momento da minha carreira. Quero lutar bem e desenvolver o meu judô. O fundamental é controlar a ansiedade para não atrapalhar o desempenho dentro da competição - afirma Luciano Correa.
 
Para Edinanci, a experiência ajuda a diminuir a ansiedade que antecede uma competição como essa, principalmente por conta de já ter conquistado medalhas em dois outros Mundiais.
 
- Para mim todo evento é importante, seja ele mundial, olimpíada ou brasileiro. Encaro o desafio da mesma forma e sempre pensando em igualar ou melhorar meu desempenho. Como tenho dois bronzes, o objetivo agora é chegar na final - revela Edinanci.
 
O judoca João Gabriel tem uma vantagem adicional. Como é carioca, o atleta vai competir em casa em com apoio da torcida de amigos e familiares o que, segundo João, pode fazer uma grande diferença.
 
 - Nunca sonhei em disputar um mundial no Rio de Janeiro, diante dos meus amigos e parentes. Sem duvida será especial. Estou me sentindo bem e pronto para a batalha - comenta João.
 
Uma das grandes potências mundiais do esporte e também parte do leque de grandes estrelas do Mundial, os japoneses vieram para o Rio de Janeiro com uma estrutura que envolve a participação de 120 pessoas, entre atletas, dirigentes, técnicos e pessoal de apoio. E os japoneses gostaram do que viram na sua visita à Arena Olímpica, segundo um de seus principais atletas e adversário do judoca brasileiro João Derly na categoria meio-leve, Hiroyoki Akimoto. A equipe japonesa preferiu treinar separada do restante das outras delegações, que treinaram no local das competições nestes últimos dois dias.
                                                 
- Estamos focados apenas para a competição e satisfeitos por competir no Rio de Janeiro. Espero ter a oportunidade de enfrentar o campeão mundial dentro da casa dele. Competi com o João Derly uma vez e ele saiu vencedor, mas seria interessante voltar a lutar com ele - afirma Akimoto.

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