Centenas de homens armados marcharam nesta quinta-feira pelas ruas de Gaza no funeral de cinco membros de grupos extremistas que foram mortos em ataques aéreos israelenses. Os cinco estavam entre os 11 palestinos que morreram em ataques de Israel nos últimos dois dias. O Exército de Israel informou que a ação tinha como alvo extremistas envolvidos no lançamento de foguetes de fabricação caseira contra Israel.
O Exército do Islã é apontado como responsável pelo seqüestro do jornalista da rede BBC Alan Johnston — seqüestrado em Gaza em março deste ano e libertado em julho, após 114 dias — e pela captura do soldado israelense Gilad Shalit, em 2006. Membros do grupo costumam dar declarações públicas, mas não se sabe ao certo o número de integrantes.
Cerca de 300 membros do Exército do Islã compareceram ao funeral nesta quinta-feira. A relação entre o grupo e a organização radical islâmica Hamas não é clara. O grupo é considerado mais extremista que o Hamas, que tomou o controle de Gaza em junho último.
Ao menos 11 foguetes e 20 morteiros atingiram Israel desde a quarta-feira, apesar dos avisos do Ministro da Defesa, Ehud Barak, de que uma ampla ofensiva militar poderá ser lançada em Gaza. Os foguetes não deixaram vítimas.
Nesta quinta-feira, artilharia israelense lançou um míssil contra um grupo de extremistas perto de Beit Hanoun, matando duas pessoas e ferindo outras cinco, segundo fontes médicas.