Multidão comparece a enterro de vítimas do atirador
Cerca de 3 mil pessoas acompanharam na manhã desta sexta-feira o sepultamento dos estudantes Larissa dos Santos Atanázio, de 13 anos, Luisa Paula da Silveira Machado, de 14, Rafael Pereira da Silva, de 14 anos e Karine Lorraine Chagas, também de 14 anos, mortos pelo atirador que invadiu a Escola Tasso da Silveira, em Realengo, na Zona Oeste, nesta quinta-feira.
Cerca de 3 mil pessoas acompanharam na manhã desta sexta-feira o sepultamento dos estudantes Larissa dos Santos Atanázio, de 13 anos, Luisa Paula da Silveira Machado, de 14, Rafael Pereira da Silva, de 14 anos e Karine Lorraine Chagas, também de 14 anos, mortos pelo atirador que invadiu a Escola Tasso da Silveira, em Realengo, na Zona Oeste, nesta quinta-feira. O enterro aconteceu nos cemitérios Jardim da Saudade, em Sulacap, e do Murundu, no mesmo bairro da tragédia.
Muitos parentes e amigos ficaram emocionados e alguns precisaram de atendimento médico. Equipes da Secretaria de Saúde do Município fazem plantão para atender às pessoas. Durante a cerimônia, um helicóptero da Polícia Civil lançou pétalas de rosas sobre o cemitério, como forma de homenagear as vítimas.
Mais cedo, o pai de Ana Carolina Pacheco da Silva, de 13 anos, outra das vítimas do psicopata Wellington Menezes de Oliveira, chegou ao Instituto Médico Legal (IML), recusou o auxílio da Prefeitura e preferiu fazer uma cremação do corpo da menina, já que os orgãos dela não puderam ser doados.
O pai da menina, chamado Raimundo Nazaré Freitas da Silva, é militar reformado do Exército e pediu mais segurança nas escolas e atendimento especial para crianças que sofrem de transtornos mentais. Desta forma, elas poderão ser tratadas mais adequadamente, segundo ele.
– Esse rapaz, o atirador, perdeu o pai, a mãe, que era esquizofrênica. Se você identifica isso, podemos evitar isso aí. Perdi minha filha, que era linda, linda, linda –, desabafou.
O corpo de Ana Carolina e mais três vítimas ainda estão no IML. O corpo do atirador também ainda está na instituição. Caso nenhum parente compareça para buscar o corpo de Wellington em um prazo de até 15 dias, ele será enterrado como indigente.
A partir deste final de semana um grupo de cem assistentes sociais vai visitar as famílias dos cerca de mil alunos que estudam na escola municipal Tasso da Silveira.
Segundo a subsecretária de Assistência Social do Rio de Janeiro, Fátima Nascimento, “o foco desse mutirão é dar apoio ao retorno das crianças à vida normal e readaptá-las à vida escolar”.
– Cada um é um e reage de uma forma diferente. Mas estamos aqui para amenizar a dor. O relato é o pior possível. É a perda, a inversão natural das coisas, são filhos morrendo na frente dos pais –, disse Fátima.
De acordo com a subsecretária, o grupo de agentes está começando a localizar as famílias, que serão acompanhadas durante um tempo, “até que a gente sinta que a rotina está mais ou menos reestabelecida”, completou ela.
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