Rio de Janeiro, 30 de Abril de 2026

Mulheres trabalhadoras pedem mínimo de R$ 1,4 mil

Domingo, 27 de Novembro de 2005 às 14:18, por: CdB

Representantes de sindicatos reunidos no 7º Encontro Nacional sobre a Mulher Trabalhadora da Central Única dos Trabalhadores decidiram deflagrar uma campanha pela valorização do salário mínimo. O encontro teve início na sexta e terminou na tarde deste domingo, no Grand Bittar Hotel, em Brasília, com a participação de 180 delegados vindos dos vários Estados.

A intenção é reivindicar que o valor do salário mínimo, hoje em R$ 300,00, se aproxime dos R$ 1.468,24 proposto pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

- Para nós é super importante que esse governo implemente um política de valorização do salário mínimo. Isso vai refletir diretamente na vida das mulheres, porque são elas o maior número de trabalhadores que ganham o salário mínimo - comentou a secretária nacional sobre a mulher trabalhadora da CUT, Maria Ednalva Bezerra de Lima.

As ativistas também não ficaram satisfeitas com os dados da divulgadas esta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa revela que, embora tenha aumentado o número de mulheres empregadas, o salário que recebem corresponde a 75% do salário de um homem na mesma função.

- É verdade que o distanciamento entre os salários diminuiu. Mas ainda é pouco. Para que não haja sinais de preconceito de gênero é necessário que haja a igualdade em termos salariais - diz Maria Ednalva.

Elas também estão organizando uma participação ativa pela aprovação do projeto de lei que trata da legalização do aborto, em tramitação na Câmara dos Deputados. O tema foi discutido em audiência pública, na semana passada, na Comissão de Seguridade Social e Família e contou com forte pressão de instituições contra e a favor. Após ser votado nesta comissão, o projeto passará pela Comissão de Constituição e Justiça, seguindo, depois, para o plenário da Casa.

- Estamos mobilizando mulheres do Brasil inteiro para virem fazer pressão junto aos parlamentares pela discriminalização e legalização do aborto - disse a sindicalista. Pelo relatório da deputada Jandira Feghali (PCdoB - RJ), a mulher poderá optar pelo aborto até a 12ª semana de gestação ou até a 20ª, se a gravidez tiver acontecido por estupro.

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