Rio de Janeiro, 05 de Outubro de 2026

Mulheres sem-terra, em protesto, ocupam Ministério da Agricultura

Mais de 300 militantes da Via Campesina participaram, nesta segunda-feira, da Jornada das Mulheres Camponesas contra o Agronegócio, no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Durante o protesto, pelo menos metade das manifestantes invadiu o andar térreo do Mapa. (Leia Mais)

Segunda, 09 de Março de 2009 às 10:06, por: CdB

Mais de 300 militantes da Via Campesina participaram, nesta segunda-feira, da Jornada das Mulheres Camponesas contra o Agronegócio, no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Durante o protesto, pelo menos metade das manifestantes invadiu o andar térreo do Mapa. Houve tumulto, o vidro da porta de entrada ficou trincado e um segurança se machucou. Elas ainda continuam no prédio.

Munidas de faixas e cartazes, as demais manifestantes estão em frente ao prédio do Ministério da Agricultura. De acordo com a coordenadora nacional da Via Campesina, Itelvina Masioli, o movimento organizou o protesto para denunciar a política agrícola do governo. Segunda ela, o Mapa dá prioridade ao agronegócio em detrimento da agricultura familiar.

A Jornada das Mulheres Camponesas também ocorre em outras quatro unidades da Federação: Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraná e Espírito Santo. “É a hora de mudarmos o modelo agrícola, fazendo a reforma agrária”, diz o manifesto divulgado pela Via Campesina. O movimento também defende um novo modelo econômico, com o fortalecimento do mercado interno e o aumento do salário mínimo.

De acordo com a Via Campesina, apenas em dezembro do ano passado o agronegócio demitiu 134 mil pessoas em todo o país. “O agronegócio foi o segundo setor que mais demitiu com a crise econômica, apesar da alta lucratividade do último período e dos investimentos do governo”, assinala o manifesto divulgado pelo movimento.

O Ministério da Agricultura não se manifestou sobre o protesto da Via Campesina.

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