Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Mulheres se afirmam politicamente e se organizam contra violência

Quarta, 13 de Julho de 2011 às 12:13, por: CdB

Continuarfortalecendo a participação das mulheres numa perspectiva de gênero classista epopular foi um dos propósitos do terceiro encontro regional de mulheres dosudoeste colombiano ”Mulheres lutadoras: forçando a unidade”, realizadorecentemente. O encontro ainda quis reforçar o avanço das mulheres colombianascontra a opressão e exploração.

"Nossaforça organizativa com as mulheres campesinas, indígenas e afro descendentescontribuirá para a saída política do conflito social armado que permita atransformação das forças e fatores estruturais que foram gerados pela guerra.Seguiremos fortalecendo a luta pela reforma agrária integral e democrática,fundada nos princípios da soberania alimentar como ética de vida e equidade degênero em nossas comunidades e organizações”, afirma carta final do encontro.

Oencontro foi um momento forte de organização frente à realidade de violênciaque arrasa o país. Segundo a Rede de Meios Alternativos e Populares (REMAP),mais de cinco milhões de colombianas são obrigadas a se deslocar de seu lugarde origem, do qual 80% são mulheres e crianças vítimas dos grupos armados e daviolência sexual.

Emboraos homens sejam vítimas, as mulheres representam um número significativo,aponta algumas organizações que se atrevem falar sobre o assunto. No entanto, oscasos não são registrados oficialmente nem tão divulgados pelos meios locais.

Nasúltimas cinco décadas de conflitos armados na Colômbia, as mulheres têm sido asmaiores vítimas. Essa e outras conclusões foram apresentadas pelas organizaçõesna II Jornada Internacional: Mulheres, Diretos Humanos e Paz realizada no mêsde abril em Valência. Identificaram ainda que as mulheres são responsáveis pelarenda familiar e dificilmente conseguem emprego em uma sociedade demarcada pelomachismo.

Parafinalizar, o documento afirma, ainda, que, "a Lutaimplica no reconhecimento das economias das comunidades campesinas, indígenas eafro descendentes como atores importantes na economia nacional e importantes noreconhecimento do potencial da mulher na economia e na sociedade em geral,colocando em igualdade de importância o trabalho produtivo como reproduçãosocial”.

Estatísticas daviolência

Segundo investigação daCampanha "Violações e outras violências: tirem meu corpo da guerra”, entre 2001 e 2009,foram 489.687 mulheres vítimas diretas da violência sexual do conflito armado.

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