As mulheres nórdicas são as que estão mais próximas da igualdade socioeconômica com os homens, enquanto as egípcias são as mais distantes, de acordo com uma pesquisa feita em 58 países e divulgada nesta segunda-feira.
Mas nenhum país conseguiu acabar completamente com as diferenças, apontou o Fórum Econômico Mundial.
- Mesmo à luz da crescente consciência internacional sobre o assunto...nenhum país conseguiu eliminar as diferenças", disse a sondagem, que cobre todos os 30 países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico e outros 28 mercados emergentes.
A pesquisa classificou participação econômica, oportunidade econômica, força política, educação, saúde e bem-estar. Segundo os resultados, as suecas têm a menor diferença em relação aos homens, seguidas pelas mulheres da Noruega, Islândia, Dinamarca e Finlândia.
- As mulheres nesses países têm acesso a uma gama maior de oportunidades educacionais, políticas e de trabalho e têm um padrão de vida mais alto do que as mulheres em outras partes do mundo - afirmou a pesquisa, citando os cinco países nórdicos como modelos para o mundo.
- Nosso objetivo é permitir que os países identifiquem seus pontos fortes e fracos em uma área de importância crítica para o processo de desenvolvimento - disse o texto.
A Nova Zelândia aparece em sexto na lista, seguida pelo Canadá, pelo Reino Unido, pela Alemanha e pela Austrália, em décimo lugar. Os Estados Unidos aparecem em 17o., atrás da Letônia, da Lituânia e da Estônia, novos membros da União Européia.
- Atingir a igualdade entre sexos...é um processo lento porque desafia uma das mais profundamente arraigadas de todas as atitudes humanas - observou o trabalho.
Um dos exemplos citados é a licença maternidade.
- Os Estados Unidos oferecem 12 semanas, mas sem salário, alinhando-se a Lesoto, Suazilândia e Papua Nova Guiné - disse o relatório.
A Bulgária aparece no meio da lista. A Rússia está no 31o. lugar, o Zimbábue em 42o., a Grécia em 50o. e Paquistão, Turquia e Egito estão nos últimos lugares.