NOVA YORK, 25 AGO (ANSA) - As mulheres indígenas da Guatemala sofrem triplo preconceito por conta de sua origem étnica, seu gênero e sua condição social, apontou um relatório da Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres).
O estudo divulgado ontem sobre o acesso das mulheres à Justiça também enfatiza que as indígenas guatemaltecas muitas vezes não falam espanhol, o que dificulta sua relação com a lei, além do aprendizado sobre seus direitos.
A diretora regional da ONU Mulheres para México, América Central, República Dominicana e Cuba, Ana Gezmes, acrescentou que os serviços de tradução dentro dos tribunais ainda são limitados.
O relatório também afirma que a violência sexual foi utilizada contra essas mulheres durante as três décadas de conflito armado na Guatemala, no período entre 1960 e 1996, quando o país passou por uma guerra civil, e acrescenta que as indígenas foram as principais vítimas destes abusos.
Segundo o documento, apesar do fim do conflito, a violência de gênero continua vigente no país, ainda que leis aprovadas recentemente busquem a prevenção da agressão doméstica, do assassinato e dos abusos sexuais de mulheres. (ANSA)
MULHERES INDÍGENAS DA GUATEMALA SOFREM TRIPLA DISCRIMINAÇÃO
Quinta, 25 de Agosto de 2011 às 08:39, por: CdB