Uma funcionária da Petrobras foi assassinada no fim da tarde desta quarta-feira no Rio de Janeiro depois de ter sido trancada no porta-malas do carro e levada pelos bandidos. Elizabeth Gama da Silva, que ia de carro para o curso de inglês quando foi seqüestrada por três homens, foi vítima de um seqüestro-relâmpago.
Segundo informações do Jornal Nacional, Elizabeth estava falando com marido pelo celular quando foi atacada. O marido percebeu e chamou a empresa de segurança e a polícia. O carro de Elizabeth é equipado com sistema de monitoramento por satélite e passou a ser seguido pela empresa.
Funcionários da central de segurança passaram a informar o marido da movimentação dos bandidos. Elizabeth e os assaltantes seguiram pela ponte Rio-Niterói até São Gonçalo, na região metropolitana.
Instantes depois, os assaltantes atiraram em Elizabeth. Os seguranças ouviram e avisaram o marido, que mandou bloquear o carro e acionar a sirene. Os assaltantes fugiram levando o celular e a bolsa de Elizabeth, deixando os cartões de crédito. A polícia chegou ao local duas horas depois, encontrando um carro abandonado e o corpo de Elizabeth.
O enterro foi no fim da tarde. A família e os amigos de Elizabeth estavam revoltados. Ela foi vítima de um tipo de crime que cresce em todo país: o seqüestro-relâmpago, mas a polícia ainda não tem estatísticas sobre o crime e nem pistas dos sequestradores.
A Secretaria de Segurança Pública do Rio informou que desde julho do ano passado realiza um levantamento dos seqüestros-relâmpago no estado. O resultado deve sair ainda este mês.