Rio de Janeiro, 13 de Janeiro de 2026

Mulher é internada após duas sessões de bronzeamento artificial

Quarta, 28 de Março de 2007 às 18:18, por: CdB

O consultor de empresas Antônio Ramos Gadelha, de 53 anos, marido da mulher internada após bronzeamento artificial, informou que ela se submeteu a duas sessões em menos de 48 horas, nos dias 14 e 15. No dia 16, a estudante de hotelaria Andréa Santos Lindner, de 34 anos, começou a sentir dores e ardência no corpo. Um médico teve que ser chamado às pressas em sua casa.

Na madrugada do dia 17, ela foi internada no Hospital Quinta D'Or, em São Cristóvão, na Zona Norte do Rio. No dia seguinte, deu entrada no CTI com cerca de 90% de queimaduras pelo corpo. Apenas as palmas das mãos, as solas dos pés e o couro cabeludo não sofreram queimaduras.

De acordo com o marido, Andréa tem o costume de fazer bronzeamento artificial por ser de Porto Alegre, uma prática que, segundo ele, é comum no estado. Andréa está sedada e respirando por aparelhos. Seu estado é considerado gravíssimo. Segundo Antônio, a cada dois dias ela passa por um processo chamado desbridamento, que é um procedimento cirúrgico que faz uma espécie de raspagem na pele.


Parte da clínica de estética e beleza Marly Machado, na Barra da Tijuca, onde a estudante fez o bronzeamento, foi interditada por policiais da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Saúde Pública, nesta quarta. O Instituto de Criminalista Carlos Éboli também esteve no local e recolheu alguns produtos para avaliação. O laudo deve sair em cinco dias.

Segundo o delegado Marcos Cipriano, a câmara de bronzeamento artificial foi interditada e todos os documentos da clínica apreendidos. A perícia quer saber se o estabelecimento está de acordo com as normas da Anvisa. Cipriani informou também que o número de registro da câmara foi enviado à Brasília para saber se o equipamento está legalizado. Segundo ele, existe a possibilidade da clínica ter adquirido a câmara por contrabando. Nesse caso, a dona da clinica Marly Machado seria indiciada por receptação. Ainda segundo o delegado, caso toda a documentação do estabelecimento esteja correta, o técnico responsável pela sessão de bronzeamento pode ser indiciado por lesão corporal e responder criminalmente. Caso a vítima venha a falecer, os responsáveis podem ser indiciados por homicídio culposo.

A dona do estabelecimento, Marly Machado, garante que a mulher não se queimou no equipamento de bronzeamento artificial. E explicou que a máquina tem um timer, que a desliga automaticamente após 15 minutos de uso, o tempo máximo permitido para uma aplicação.

Marly Machado informou também que, em janeiro, Andréa Lindner comprou um pacote de dez sessões e teria dito que queria fazer todas as aplicações no mesmo dia porque recebera um convite para um coquetel. No entanto Marly impediu que Andréa fizesse todas as aplicações no mesmo dia.

A dona da clínica afirma ainda que a cliente sabia dos riscos e dos procedimentos a serem evitados no dia da aplicação, como a proibição de tomar sol.  A responsável pela clínica contratou um advogado e pretende fazer uma perícia médica em Andréa para saber a causa das queimaduras.
 
 

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