Monica Lewinsky não foi a primeira estagiária da Casa Branca a envolver-se intimamente com um presidente dos Estados Unidos. Quatro décadas depois, uma mulher admitiu, nesta quinta-feira, que teve um romance com John F. Kennedy, confirmando a história revelada em uma nova biografia sobre o carismático líder norte-americano. Em comunicado entregue à imprensa em frente ao prédio onde mora, no East Side de Manhattan, Mimi Fahnestock afirmou: - Entre junho de 1962 e novembro de 1963, envolvi-me em um relacionamento sexual com o presidente Kennedy. Nos últimos 41 anos, este foi um assunto que eu jamais discuti. Em vista da recente cobertura da mídia, eu agora discuti o relacionamento com minhas filhas e minha família e eles me apoiaram totalmente. - Não vou fazer outros comentários sobre este assunto. E peço à imprensa que respeite a minha privacidade e a privacidade de minha família - avisou. Curiosamente, Mimi divulgou o comunicado no mesmo dia em que o casamento de John e Jackie Kennedy completaria 50 anos. As revelações sobre o affair ocupam poucas linhas no livro de 700 páginas do historiador Robert Dallek, intitulado Uma Vida Inacabada: John F. Kennedy, 1917-1963. A maior parte do livro descreve os problemas de saúde enfrentados pelo ex-presidente durante toda a sua vida. Dallek contou que obteve a informação sobre o caso entre Kennedy e Mimi por meio de uma ex-funcionária da Casa Branca, Barbara Gamarekian, que não revelou o nome da estagiária, dizendo apenas que, na ocasião, a moça tinha 19 anos. Entrevistada em frente ao apartamento de Mimi, Joan "Bitsy" Tatnall, uma das melhores amigas da ex-amante de Kennedy, se disse "surpresa" com a notícia, que, por outro lado, encarou como um fato indiferente. - Ela é a última pessoa que eu imaginaria que pudesse ter um romance (com ele), mas acho que, provavelmente, Jack Kennedy ia para a cama com qualquer uma -, disse Joan. Diante da perplexidade que seu comentário causou entre os jornalistas, Joan corrigiu-se rapidamente, explicando que não pretendia subestimar Mimi, a quem classificou como uma mulher atraente, inteligente e de porte atlético. A história de Mimi e JFK lembra o relacionamento entre o ex-presidente Bill Clinton e Monica Lewinsky, também estagiária da Casa Branca. Em dezembro de 1998, o Congresso norte-americano chegou a instaurar um processo de impeachment contra Clinton, acusado de obstruir o trabalho da justiça por negar o caso com Lewinsky. Em fevereiro de 1999, Clinton foi absolvido pelo Senado e pôde concluir seu segundo mandato como presidente dos Estados Unidos. Os romances de Kennedy Kennedy e sua alegada fama de "mulherengo" alimentaram o noticiário da imprensa mundial durante muitos e muitos anos, mais notadamente o indisfarçável caso com Marilyn Monroe. Entretanto, a biografia de Dallek representa o primeiro registro sobre o romance entre o presidente e uma estagiária. Mimi trabalhava na secretaria de imprensa da Casa Branca. Funcionária do mesmo setor, Barbara Gamarekian lembrou o caso ao fornecer, para a Biblioteca Kennedy, relatos orais sobre sua experiência na Casa Branca. Gamarekian aceitou em conceder a Dallek acesso a 17 páginas da história, que estavam censuradas, desde que não revelasse o nome da estagiária. - Acho que, 40 anos depois, ela achou que não seria prejudicial (contar) -, comentou o historiador. - Compreensivelmente, ela disse: 'Não quero constrangê-la. Não vou contar o nome dela'. E eu disse: 'Tudo bem' -, concluiu, sem revelar como a identidade da estagiária veio à tona. Segundo Gamarekian, por conta de seu trabalho, Mimi viajou com Kennedy nas férias de verão. Indagado se a primeira-dama, Jacqueline Kennedy, sabia sobre a traição, Dallek contou a Wolf Blitzer, da CNN: - Acho que ela sabia de traições, mas não sei se tinha conhecimento sobre esta estagiária, especificamente. Mimi, que tem duas filhas já casadas, trabalha em uma ig
Mulher confirma romance com John F. Kennedy citado em biografia
Quinta, 15 de Maio de 2003 às 14:45, por: CdB