Rio de Janeiro, 10 de Fevereiro de 2026

Mulher confessa assassinato de Priscila Belfort, diz polícia

Três anos depois do desaparecimento de Priscila Belfort, a polícia anunciou, na quarta-feira, que Elaine Paiva da Silva, de 27 anos, confessou o seqüestro e assassinato da estudante. Segundo o delegado Anestor Magalhães, da 75ª DP (Rio D’Ouro), Elaine procurou o Ministério Público para confessar os crimes.

Quarta, 08 de Agosto de 2007 às 08:05, por: CdB

Três anos depois do desaparecimento de Priscila Belfort, a polícia anunciou, na quarta-feira, que Elaine Paiva da Silva, de 27 anos, confessou o seqüestro e assassinato da estudante. Segundo o delegado Anestor Magalhães, da 75ª DP (Rio D’Ouro), Elaine procurou o Ministério Público para confessar os crimes e contou ter aceitado dinheiro para pagar uma dívida em troca do seqüestro da irmã do lutador Victor Belfort.

Segundo a Eleine, Priscila Belford estaria devendo, junto com o namorado, cerca de R$ 9 mil em drogas. O sequestro, que teria sido ordenado por um traficante da Mangueira, seria para forçar o pagamento da dívida.

De acordo com a polícia, a própria Elaine teria efetuado os disparos que mataram Priscila porque o chefe da quadrilha estaria insatisfeito com a falta de negociação do seqüestro.

O delegado afirma que Elaine já prestou depoimento na Divisão Anti-Seqüestro (DAS) e segue para a 75ª DP. Outras três pessoas teriam sido presas por envolvimento no crime, entre elas mais uma mulher.

A polícia vai fazer buscas num sítio na Estrada de Ipiíba, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, onde o corpo da vítima teria sido enterrado.

O desaparecimento

Priscila desapareceu no dia 9 de janeiro de 2004. Ela foi vista pela última vez no Centro do Rio, próximo ao local onde trabalhava.

Durante esses três anos, as investigações chegaram a apontar outros suspeitos e até a realizar exame de DNA em um corpo encontrado carbonizado numa favela do Rio. Nesse período, no entanto, a família duvidava das especulações sobre seqüestro, alegando nunca ter recebido pedido de resgate.

De acordo com a família, no dia do desaparecimento, Priscila tinha apenas R$ 40 no bolso. O sigilo da conta bancária dela chegou a ser quebrado e se constatou que nenhuma movimentação foi feita após essa data.

Tags:
Edições digital e impressa