Uma mulher-bomba atacou um centro de recrutamento da polícia na cidade iraquiana de Muqdadya, ao norte de Bagdá, matando pelo menos 17 pessoas.Vestida com uma longa túnica de mangas compridas e véu cobrindo a cabeça no estilo muçulmano, a militante caminhou até o meio de uma multidão de recrutas que esperavam do lado de fora do centro e detonou uma bomba, segundo autoridades locais. Mulheres em atentado a bomba suicida no Iraque são pouco comuns, mas não inéditos.
Um grande ataque contra uma universidade em Bagdá em fevereiro foi realizado por uma mulher. Em um outro incidente, os militares norte-americanos anunciaram que três soldados morreram quando uma bomba na beira de uma estrada explodiu na segunda-feira. Um outro soldado ficou ferido. Este incidente eleva o número de militares norte-americanos mortos para 40 só em abril.
Estima-se que 3.280 soldados norte-americanos morreram no Iraque desde a invasão liderada pelos Estados Unidos em 2003.
Helicóptero
Também nesta terça-feira, a porta-voz militar americana Josslyn Aberle desmentiu notícias de que um helicóptero dos Estados Unidos tinha caído no centro de Bagdá. A polícia iraquiana mencionou choques na área do aparente incidente, dizendo que forças americanas isolaram a área.
- Nós tivemos um incidente. Um helicóptero foi alvo de fogo de armas pequenas mas retornou com segurança à base. O piloto teve o controle (do helicóptero) todo o tempo. Aconteceu em algum lugar de Bagdá. Ainda estamos apurando os detalhes - disse Josslyn Aberle à agência francesa de notícias AFP.
Os Estados Unidos perderam mais de 50 helicópteros militares no Iraque desde a invasão.Na quinta-feira passada, um helicóptero caiu no sul do Iraque depois de aparentemente ter sido alvo de pesada artilharia de insurgentes.