O mundo corporativo adora siglas, jargões e palavras que estão na moda empresarial, que como a moda tradicional, valoriza as tendências do momento. Mas, sendo um ambiente que tem por característica própria a agilidade e a busca constante por resultados, há resistência em conhecer novos modelos de gestão e os distinguir do que é apenas uma moda passageira. No entanto, quando essas novidades deixam de ser vistas apenas como discurso, logo se incorporam à rotina das organizações.
Hoje uma das tendências que está em fase de desenvolvimento e expansão é a revisão de nomenclaturas e a substituição de siglas que não estão mais adequadas aos atuais valores definidos pelas empresas. No momento, já é claramente aceito entre os estudiosos do assunto que é urgente uma mudança do significado da sigla RH - Recursos Humanos - para representar a área que cuida de pessoas. Isso porque para as empresas que estão interessadas em criar uma nova liderança, uma nova forma de gestão, como se referir as pessoas simplesmente como recursos?
A palavra recursos faz menção a questões financeiras, equipamentos e estrutura física. Em última análise, capacitação, por exemplo, também pode ser compreendida como um recurso de aprimoramento individual, mas recursos não poderia ser visto como um sinônimo para pessoas.
Muito já foi falado nesse caminho. Uma das modas mais recentes foi a substituição de RH por Gestão de Pessoas. Nessa mesma linha, foi levantada a bandeira, após algumas reflexões, que o ideal seria falar em Gestão Com Pessoas e não Gestão De Pessoas. A lógica desse raciocínio está na crença que quando o assunto são pessoas há troca, diálogos e relacionamentos, não sendo pertinente também ser um nome impositivo.
Nesse contexto, o fashion do momento é manter a sigla RH com um outro significado: Relacionamentos Humanos. Essa opção cria um novo entendimento mantendo tradicional sigla de forma revitalizada. Essa mudança se encaixa no perfil das empresas que percebem que para atingir suas metas é mais do que necessário se relacionar com as pessoas, funcionários, gestores, acionistas, comunidades e todos seus públicos de relacionamento. Inclusive, esse é outro exemplo de adequação da velha expressão público-alvo. Mas essa eu deixo para outro artigo.
Maíra Miguel - Coordenadora de planejamento de comunicação da Rebouças e Associados
mairamiguel@gmail.com
Rio de Janeiro, 29 de Outubro de 2026
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