Espécies migratórias como tartarugas e baleias são excepcionalmente vulneráveis às mudanças climáticas.
Essa é a conclusão preliminar de uma pesquisa da Sociedade Zoológica de Londres para a Convenção de Espécies Migratórias de Animais Silvestres do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma.
Segundo o estudo, até mesmo as mudanças mais sutis nas condições ambientais, provocadas por alterações no clima, podem trazer consequências catastróficas.
De acordo com a secretária-executiva da Convenção de Espécies Migratórias, Elizabeth Maruma Mrema, esses animais dependem de habitats diferentes para reprodução, alimentação e descanso.
Entre os animais afetados estão baleias azuis, peixes-boi e várias espécies de tartarugas, como as que migram por águas britânicas. Os riscos incluem a perda de praias adequadas devido à elevação do nível do mar e o desaparecimento de machos por causa do aumento de temperatura.
A pesquisa ressalta a necessidade de esforços internacionais para ajudar na conservação de espécies ao longo de fronteiras e na mitigação das mudanças climáticas.
O estudo enfatiza ainda que os resultados mostram ao mundo a ordem provável em que as espécies se tornarão extintas.