Em meio à crise política que atinge o Governo, melhorar o desempenho da economia foi o meio encontrado pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva para reagir. Na próxima semana, o ministro da Fazenda, Antônio Palloci, anunciará uma série de medidas de impacto para criar emprego e gerar renda. Consolidar a coalizão entre o PT e PMDB também faz parte do pacote econômico.
Uma ampla reforma ministerial, a começar pelo gabinete do presidente Lula, é vista como essencial para oxigenar a base do governo no Congresso, que está esfacelada e ainda tem de enfrentar a CPI dos Correios. Cogita-se inclusive a substituição do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.
Entre os projetos, aparece a suspensão de impostos federais. Os beneficiados são setores da indústria exportadora e os de infra-estrutura, construção civil e incorporação imobiliária. Todo o pacote será incluído na chamada MP do Bem, com previsão de ser editada na próxima quarta-feira, no Palácio do Planalto.
Ao anunciar a isenção de impostos, o governo atende a duas vertentes que lhe são muito caras. De um lado, resolve uma demanda antiga da iniciativa privada, que vê a possibilidade de tirar do papel investimentos represados. Além disso, o Planalto age para dar impulso à promessa de criar empregos. Alvo da desoneração tributária, a construção civil é notoriamente um ramo empregador.
Palocci também está estudando uma forma de tirar da informalidade milhares de empregadas domésticas, em outra iniciativa de cunho social. A idéia é conceder abatimento no Imposto de Renda aos empregadores. A medida implicaria queda na arrecadação da Receita Federal, mas daria fôlego ao caixa do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Tudo que deve ser anunciado compõe a chamada agenda positiva, a qual desde a semana passada tomou corpo em Brasília. Alguns projetos são de comum interesse do presidente Lula e Renan Calheiros, como a desoneração de tributos nos serviços de utilidade pública e fim da cobrança de ICMS na cesta básica.
Mudança na economia é saída para crise política
Em meio à crise política que atinge o Governo, melhorar o desempenho da economia foi o meio encontrado pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva para reagir. Na próxima semana, o ministro da Fazenda, Antônio Palloci, anunciará uma série de medidas de impacto para criar emprego e gerar renda. Consolidar a coalizão entre o PT e PMDB também faz parte do pacote econômico. Uma ampla reforma ministerial, a começar pelo gabinete do presidente Lula, é vista como essencial para oxigenar a base do governo no Congresso, que está esfacelada e ainda tem de enfrentar a CPI dos Correios. (Leia Mais)
Sexta, 10 de Junho de 2005 às 08:15, por: CdB