Rio de Janeiro, 30 de Outubro de 2026

Múcio recebe apoio improvável pela CPMF

O primeiro compromisso do novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, nesta sexta-feira, foi uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele teve oportunidade de comentar a divisão do ninho tucano, exposta na convenção nacional do PSDB, no discurso do governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima, favorável à manutenção do "imposto do cheque". Tucano diz que é "incoerência" do PSDB criticar prorrogação da CPMF

Sexta, 23 de Novembro de 2007 às 09:58, por: CdB

O primeiro compromisso do novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, nesta sexta-feira, foi uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele teve oportunidade de comentar a divisão do ninho tucano, exposta na convenção nacional do PSDB, no discurso do governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima, favorável à manutenção do "imposto do cheque".

 

José Múcio informou que uma de suas primeiras tarefas será conversar com todos os senadores, para que seja aprovada a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prorroga a cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF) até 31 de dezembro de 2011. E disse acreditar que há tempo para aprovar a matéria até o final do ano.


– Vou continuar o trabalho do ministro (Walfrido dos Mares Guia), que conversou com todos os senadores. Tenho absoluta certeza de que o presidente (Luiz Inácio Lula da Silva), que é o gestor, que é o responsável por tudo isso e é quem tem a responsabilidade da gestão, irá entrar nessas conversas e tudo terminará bem – disse José Múcio.


De acordo com o novo ministro, "a prorrogação da CPMF não é questão do governo Lula, dos senadores, dos deputados – é do povo brasileiro, serve a todos". Ele acrescentou:


– É um imposto imprescindível no momento. Imposto não é uma coisa simpática, senão seria espontâneo. Já começa antipático do nome, mas é necessário. O orçamento brasileiro não pode prescindir de R$ 40 bilhões no momento – afirmou.

 

Apoio improvável


José Múcio recebeu de uma fonte improvável, também nesta sexta-feira, o reforço de um governador tucano para a aprovação da CPMF. Durante a convenção nacional do PSDB, o governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima, criticou os senadores de sua bancada por não votar pela manutenção do "imposto do cheque".


– Você tem cinco governadores defendendo a manutenção da CPMF e a bancada do PSDB (no Senado) faz ouvido de mercador para isso. Estamos diante de um impasse grave para nos organizar – disse Cunha Lima.


O governador também afirmou que seria uma "incoerência" o PSDB criticar a prorrogação da CPMF, pois foi o próprio partido criou a contribuição, ainda na gestão FHC.


– A minha posição é algo que não pode faltar ao PSDB: coerência. Se o Alckmin tivesse sido eleito, essa discussão da CPMF não estaria existindo [no partido]. Nós criamos o imposto, não fica bem adotar uma posição contraditória – enfatizou o governador.


Indagado sobre o posicionamento de alguns senadores, que afirmaram que ele não tem espaço para negociar a aprovação da matéria no Senado, o novo ministro disse que vai procurar todos eles:


– Vou procurar que me cedam espaço. Política é a arte de conversar. Você não pode fechar a porta nunca. Evidentemente que eu não posso ter espaço no Senado, porque eu militei durante todos esses anos na Câmara, mas tenho bons amigos no Senado e tenho absoluta certeza de que serei ouvido e vou estar defendendo uma causa justa. Vou procurar construir esse espaço com a ajuda desses que disseram que eu não tenho espaço – adiantou.


José Múcio disse acreditar que dá tempo par

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