Rio de Janeiro, 05 de Novembro de 2026

Múcio espera que criação de dossiê seja esclarecida ainda esta semana

Terça, 01 de Abril de 2008 às 15:36, por: CdB

O ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, espera que a criação de um dossiê com informações de gastos da Presidência da República no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso seja esclarecida ainda esta semana.

Ao final de reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), o ministro disse que gostaria que os responsáveis pelo vazamento das informações assumissem seus atos.

— O bom é que essas pessoas que usaram estes números para criar este impasse, este constrangimento entre o governo e a oposição, que é uma coisa tão natural da democracia, se identificassem, dissessem ‘fui eu que fiz, foi alguém que mandou’. Seria uma coisa mais limpa, mais honesta —, disse o ministro.

Segundo José Múcio, enquanto ninguém toma essa atitude, o governo investigará para descobrir quem montou o dossiê e passou os dados à imprensa.

— Vamos descobrir quem fez este ato de irresponsabilidade —, garantiu, assegurando que a criação do dossiê não foi iniciativa do governo.

— Não existe dossiê feito pelo governo, nós não temos interesse nisso, seria como dar um tiro no nosso pé —, afirmou.

José Múcio negou que o vazamento de informações enfraqueça a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

— A ministra é forte o tempo todo —, disse.

O ministro acha normal que “algumas pessoas” tentem atingir a ministra-chefe da Casa Civil, porque ela “é a pessoa mais emblemática” do atual governo por conta do gerenciamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

— Todos nós, responsáveis do governo e da oposição, devemos zelar para que a CPI busque verdadeiramente o esclarecimento e não se transforme em um palco político —, alertou.

Ao comentar as declarações do vice-presidente José Alencar, que nesta terça-feira sugeriu um terceiro mandato para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro negou que o presidente tenha intenção de mudar a Constituição para poder concorrer a um terceiro mandato.

— É o entusiasmo do vice-presidente, que é natural e por conta desse momento. Mas tenho absoluta certeza que o intuito do presidente é terminar o segundo mandato e se afastar —, assegurou, destacando que a reforma política é uma demanda da sociedade brasileira.

A reforma foi defendida em discurso no CDES pelo presidente Lula.

Tags:
Edições digital e impressa