Rio de Janeiro, 14 de Agosto de 2026

Mubarak renuncia nas próximas horas, afirmam fontes

O destino do presidente do Egito, Hosni Mubarak, será decidido em questão de horas e "o mais provável" é que ele renuncie, disse uma autoridade egípcia à agências inglesa de notícias Reuters nesta quinta-feira.

Quinta, 10 de Fevereiro de 2011 às 12:48, por: CdB

O destino do presidente do Egito, Hosni Mubarak, será decidido em questão de horas e "o mais provável" é que ele renuncie, disse uma autoridade egípcia à agências inglesa de notícias Reuters nesta quinta-feira. Pouco antes, o primeiro-ministro do Egito, Ahmed Shafiq, havia dito à rede britânica de TV BBC que Mubarak pode renunciar e que a situação no país será esclarecida em breve, informou a emissora, nesta quinta-feira. Mas segundo a rede de TV norte-americana NBC, Mubarak vai renunciar ainda nesta quinta-feira. Richard Engel, da emissora, declarou que duas fontes independentes confirmaram que Mubarak vai renunciar. O Exército egípcio fará um pronunciamento nesta quinta no qual responderá às demandas dos milhares de manifestantes reunidos há mais de duas semanas numa praça, de acordo com a televisão local. Imagens exibidas pela emissora estatal do encontro realizado pela cúpula militar mostraram o ministro da defesa, Hussein Tantawi, como líder do encontro. Mubarak não participou da reunião, de acordo com a TV. "O Superior Conselho Militar realizou uma reunião hoje sob comando de Hussein Tantawi, chefe das Forças Armadas e ministro da Defesa, para discutir as medidas necessárias e os preparativos para proteger a nação, suas conquistas e as aspirações do povo", disse a agência de notícias estatal Mena. Manifestantes pró-democracia consolidaram um novo acampamento em torno do prédio do Parlamento do Egito, e o principal ponto de concentração da oposição, a Praça Tahir (Libertação), permanecia lotada. Os organizadores dos protestos prometeram realizar uma nova grande manifestação pelas ruas de Cairo na sexta-feira, quando os manifestantes planejam avançar para o prédio da rádio e TV do governo no "Dias dos Mártires", que será dedicado aos mortos – segundo a ONU, podem ser até 300.

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