Para evitar um confronto com a Polícia Militar, o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), diante da ordem determinada pelo Poder Judiciário, para ser executada na manhã desta sexta-feira, antecipou a saída das famílias que ocupavam um terreno no Jardim Petrópolis, que segundo o TST não cumpria nenhuma função social. As pessoas que tinham um local para se abrigar saíram do local. As outras famílias, depois de desocuparem o Jardim, seguiram para a praça em frente à Prefeitura, onde desde terça-feira, cinco pessoas permanecem acorrentadas.
A ocupação do terreno no Jardim Petrópolis foi realizada no dia 28 de março. Durante esses quinze dias, foram realizadas duas marchas à Prefeitura, que se negou a atender as famílias. Haja visto a ausência de diálogo, o acorrentamento foi a única forma que o movimento dispõe para enunciar a crise da habitação, estrutural em todas as regiões do país.
Os ocupantes denominaram de Frei Tito o acampamento, para homenagear a lembrança do sacerdote dominicano que, depois de ser preso e torturado pelo Delegado Sérgio Fleury, morreu no exílio na França.
Os líderes do MTST afirmam que estão lutando por um direito constitucional, o de moradia digna e citam o artigo 6° da Constituição Federal, que reza que "são direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência
social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição”.
Os integrantes do MTST querem o apoio do poder público para um contato com a Caixa Econômica Federal (CEF) e com a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) para resolver o problema da falta de habitação.
MTST desocupa terreno em Campinas e evita confronto
Sexta, 11 de Abril de 2008 às 08:14, por: CdB