Rio de Janeiro, 14 de Agosto de 2026

MST: 'Supremo esmagou a Constituição'

O MST divulgou nesta sexta-feira uma nota em seu site na Internet (www.mst.org.br) com duras críticas à decisão do Supremo Tribunal Federal de suspender a desapropriação assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de uma área de 13,1 mil hectares em São Gabriel, no Rio Grande do Sul. (Leia Mais)

Sexta, 15 de Agosto de 2003 às 14:43, por: CdB

O MST divulgou nesta sexta-feira uma nota em seu site na Internet (www.mst.org.br) com duras críticas à decisão do Supremo Tribunal Federal de suspender a desapropriação assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de uma área de 13,1 mil hectares em São Gabriel, no Rio Grande do Sul.

Os sem-terra, que iniciaram no dia 10 de junho uma marcha até a cidade gaúcha, informam que não vão desistir e que esperam todos neste sábado no município para dizer "em alto e bom som que propriedade improdutiva nenhuma pode estar acima da vida de qualquer pessoa". Segundo o documento do MST, "a mesquinhez venceu a esperança; a injustiça esmagou a Constituição".

Numa referência aos ministro dos Supremo, os sem-terra dizem: "Como eles, nos seu ternos e gravatas, nos seus ternos pomposos, poderiam saber o que passa um agricultor que não tem um pedaço de terra para produzir comida para seus filhos?".

A nota do MST afirma ainda que "dez pessoas (os ministro dos Supremo) se reuniram em Brasília, sorriram, discursaram, buscaram argumentos para defender um homem que, sozinho, possui 13 mil hectares".

O movimento acusa o proprietário da terra de ter fugido para não receber a notificação da vistoria. "O que o Supremo Tribunal Federal disse é que nossas vidas, oitocentos marchantes, valem menos do que a terra improdutivas", afirma a nota.

O MST acusa ainda os ruralistas, que organizam uma contra-marcha, de distribuírem panfletos chamando os sem-terra de "ratos". "Não houve sequer uma noite em que não tivéssemos que proteger nossos filhos dos tiros e rojões disparados contra o acampamento", diz a nota dos sem-terra. O documento afirma que os sem-terra serão vitoriosos na reforma agrária. "Caminharemos com a Constituição Federal em mãos. E seremos vitoriosos".

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