Rio de Janeiro, 02 de Fevereiro de 2026

MST retoma invasões no Rio Grande para acelerar a reforma agrária

Um grupo de cerca de 200 famílias de agricultores sem-terra invadiu, na manhã desta segunda-feira, quatro fazendas no interior do Estado do Rio Grande do Sul. Segundo a coordenação do MST, as invasões - que não aconteciam há três anos naquele estado - visam protestar contra a morosidade no assentamento de lavradores

Segunda, 15 de Outubro de 2001 às 13:11, por: CdB

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) invadiu quatro fazendas na manhã desta segunda-feira no Rio Grande do Sul. O objetivo da ação é pressionar o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) a acelerar a desapropriação de terras e os assentamentos no Estado, disse Ivonete Tonin, uma das coordenadoras do MST no Estado. "Há três anos não há desapropriação de terras no Rio Grande do Sul", afirmou Ivonete. "Isso é uma forma de estancar o processo", acrescentou. O MST informou que cerca de 200 famílias ocuparam a fazenda Três Pinheiros, de 1.640 hectares, em Lagoa Vermelha, no nordeste do Estado, a 260 quilômetros de Porto Alegre. Uma parte de sua área já é destinada a assentamentos, conforme o movimento. Outras 600 famílias participaram da invasão da fazenda Polar em Arroio dos Ratos, a 61 quilômetros da capital gaúcha. A propriedade tem 5.247 hectares. Em Pontão, quase 500 famílias ocuparam uma área de 2,8 mil hectares. Em Tupanciretã, 600 famílias invadiram a Estância Grande, de 5.881 hectares, no fim da manhã, segundo informou a assessoria de imprensa do MST.

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