O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocupou hoje nesta terça-feira mais duas Superintendências do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e uma agência bancária no interior de São Paulo. As invasões fazem parte das manifestações da Jornada de Lutas por Reforma Agrária iniciadas na última segunda-feira, que resultaram na ocupação de sedes do Incra em sete estados.
De acordo com a assessoria de imprensa do MST, cerca de 300 sem-terra ocuparam a sede do Banco Nossa Caixa em Presidente Prudente, no interior de São Paulo. Eles reivindicam a liberação e acesso a créditos para os assentados. Em Teodoro Sampaio e Araraquara, também em São Paulo, cerca de 200 trabalhadores rurais invadiram as Superintendências do Incra para cobrar a liberação de créditos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
Segundo a porta-voz do movimento que ocupa a sede do Incra na capital paulista, Erica Aparecida, os trabalhadores só deixarão os prédios ocupados quando todas as reivindicações forem atendidas. Ela citou a existência de vários assentamentos sem infra-estrutura básica e o fato de terem sido retirados os técnicos que acompanhavam algumas famílias.
- E em São Paulo, por exemplo, há acampamentos montados há mais de sete anos que ainda não foram regularizados - acrescentou Érica Aparecida.
- Aguardamos o posicionamento do governo.
O MST estima que cerca de 150 mil famílias estejam hoje acampadas. Na última segunda-feira, o porta-voz nacional da jornada, José Batista, exigiu a retomada do projeto de reforma agrária no país. Segundo ele, o processo de reforma agrária “andava a passos de tartaruga no governo passado e continua no governo Lula”.
A assessoria do Incra foi procurada, mas não respondeu às ligações nem ao e-mail encaminhado pela reportagem.