Os líderes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra ( MST) pediram um prazo de dez dias ao comando da Polícia Militar de Presidente Prudente para desocupar as fazendas São Domingos 1 e 2, em Sandovalina, no Pontal do Paranapanema. Segundo o coordenador do MST, Cledson Mendes, a resposta do juiz Francisco José Dias Gomes, do Fórum da cidade de Pirapozinho, deverá sair esta quinta-feira.
Segundo Mendes, os integrantes do MST "vão obedecer à nova decisão judicial" e o grupo está "disposto a sair pacificamente". De acordo com ele, apesar do prazo para a reintegração de posse ter vencido ontem, a situação no local é tranqüila. Há cerca de 500 sem-terra acampados em três fazendas do Pontal, desde o dia 4 deste mês.
De acordo com a oficial de justiça Zenaide Fátima Teodoro Ferreira, o pedido de reintegração de posse, deferido no dia 9, dava aos acampados um prazo de quatro dias para a saída. A desocupação determinada pela Justiça refere-se apenas às fazendas São Domingos e os acampados receberam a notificação no dia 10.
Segundo o Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp), ligado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, as terras da fazenda São Domingos são devolutas. Mas uma ação reivindicatória, que dará ou não poder ao estado sobre essas terras, aguarda julgamento em segunda instância.
MST negocia desocupação de fazendas no Pontal do Paranapanema
Quarta, 15 de Dezembro de 2004 às 18:11, por: CdB