O Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) inicia nesta quarta-feira uma jornada de protestos contra a prisão dos líderes José Rainha Júnior e Felinto Procópio.
Além desses líderes, presos desde a última sexta-feira na penitenciária de Presidente Venceslau, foram expedidos mandados contra Márcio Barreto, Gledson Mendes da Silva e Sérgio Pantaleão. Eles respondem a processos por crimes relacionados com a ocupação de fazendas e prédios públicos.
As prisões foram decretadas pelo juiz Atis de Araújo Oliveira, do Fórum de Teodoro Sampaio. Segundo o coordenador regional Antonio Messias Bispo de Almeida, as manifestações serão pacíficas.
O objetivo é chamar a atenção para a campanha de perseguição que estaria sendo movida contra as lideranças e a tentativa de criminalizar o movimento. "Queremos mostrar a nossa revolta", disse o líder.
Os eventos serão definidos em assembléia, à tarde, no Acampamento Jahir Ribeiro, organizado por Rainha, em Presidente Epitácio. O primeiro ato será uma passeata pelas ruas da cidade. O acampamento é o maior do País, com cerca de 3,8 mil famílias cadastradas. Almeida garantiu que não haverá bloqueio de estradas ou pedágios. "Vamos realizar manifestações pacíficas também em Teodoro Sampaio, inclusive defronte o Fórum."
O líder informou que o acampamento continuará recebendo famílias enquanto durar a prisão de Rainha. "A luta dele não vai parar." O julgamento do pedido de habeas corpus apresentado ao Tribunal de Alçada Criminal depende da prestação de informações sobre o processo pelo juiz de Teodoro Sampaio.
O tribunal não concedeu de imediato a liminar pretendida pelos advogados de Rainha. Caso a medida seja negada, os advogados vão recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) em Brasília, que está em recesso até o dia 3 de agosto.