Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem terra (MST) iniciam nesta segunda-feira a Marcha Nacional pela Reforma Agrária, que irá durar 14 dias, indo de Goiânia rumo a Brasília, para reivindicar o assentamento de 430 mil famílas. Segundo um integrante, esta foi a promessa do governo, mas até agora, em todo o governo Lula, foram assentadas 60 mil famílias.
Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), da Via Campesina e de outros movimentos sociais saíram do Estádio Serra Dourada a pé em direção à BR-060, que liga Goiânia a Brasília. A meta é percorrer os 200 quilômetros que ligam as duas cidades até o dia 17. Na chegada, está previsto ato público na Esplanada dos Ministérios.
Os trabalhadores rurais pretendem entregar uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva reivindicando o cumprimento da meta de assentar 430 mil famílias até o fim do mandato, investir na agricultura familiar e reduzir a violência no campo. Neste primeiro dia, deverão ser percorridos cerca de 16 ,5 quilômetros. A largada da marcha foi dada depois de breve ato ecumênico com a participação de um padre e um pastor evangélico. A Polícia Rodoviária Federal escolta o grupo de trabalhadores.
Romário Rossetto, da Direção Nacional do MPA, acredita que a marcha possa acelerar o processo de reforma agrária no Brasil:
- Processo que está estagnado, após o corte significativo no orçamento do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Isso demonstra desinteresse do governo em fazer a reforma.
Quanto ao Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf) , Rossetto considera que o programa cumpriu um papel importante, mas "insuficiente".
- Não contempla na nossa visão a questão da agricultura camponesa. O programa tem que ser crédito de reestruturação da propriedade, para que possamos investir no conjunto dela e não somente na linha de produção - reivindicou.